Por que o Presidente do Corinthians mudou de ideia e enviou documentos ao MP-SP?

 

Faz algumas semanas, o MP-SP, em meio às investigações sobre malfeitos supostamente cometidos pelos três últimos presidentes do Corinthians, solicitou ao clube a entrega de diversos documentos — extratos de cartões corporativos, notas fiscais, entre outros.

Inicialmente, o Corinthians decidiu que enviaria o material apenas ao Judiciário, sob sigilo, para evitar vazamentos à mídia.

Pouco depois, porém, de forma surpreendente, a agremiação mudou de posição.

Os documentos — exceto aqueles que o clube alega não possuir mais — chegaram às mãos dos promotores sem que fossem protocolados na ação que conduz as investigações.

Por quê?

Existem duas versões.

No Parque São Jorge, a narrativa é a de que Osmar Stabile teria sido convencido por conselheiros próximos da necessidade de colaborar com as apurações, em nome da imagem institucional do clube.

Fonte bem informada, porém, desmente essa versão.

Segundo ela, Stabile foi alertado de que a recusa em enviar os documentos poderia implicá-lo formalmente por crime de desobediência, o que inviabilizaria alguns de seus negócios particulares, sobretudo com empresas que atuam sob rígidos critérios de compliance.

Orientado a respeito, o dirigente recuou.

Entre salvar a pele de Andrés Sanchez e de Duílio “do Bingo”, conforme acordo eleitoral, ou a sua própria, o presidente do Corinthians teria optado pela sobrevivência pessoal.

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