Associado afastado ironiza decisão da Comissão de Ética do Corinthians

A Comissão de Ética do Corinthians, sob relatoria de Rodrigo Bittar, solicitou ao Conselho Deliberativo a suspensão dos conselheiros que participaram da invasão à sala do presidente interino, Osmar Stabile, com o objetivo de retirá-lo do poder.
Foram punidos: Augusto Melo, Maria Ângela de Souza Ocampos, Carlos Eduardo Melo Silva, Laércio Ferreira Victória, Leandro Olmedila, Marcos Coelho Abdo, Mário Mello Júnior, Paulo Juricic, Paulo Rogério Pinheiro Jr., Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, Rodrigo Simonnini Gonzalez, Ronaldo Fernandez Tomé e Wanderson Contrera Salles.
Antes deles, associados alvinegros que também participaram do levante haviam recebido sanção semelhante.
Um dos envolvidos, que terá a identidade preservada, ironizou a decisão:
“A decisão relatada pelo conselheiro Rodrigo Bittar é digna de figurar em um manual de ‘como transformar o Direito em piada’.
Ao suspender conselheiros legitimamente eleitos pelos sócios do Sport Club Corinthians Paulista, em eleição direta e democrática, o relator conseguiu produzir uma aberração jurídica de dar inveja a Kafka.
Determinou a suspensão por 60 dias úteis — sim, úteis! — impedindo o acesso ao clube de segunda a sexta-feira. Ou seja, segundo o brilhantismo do nobre conselheiro, aos sábados, domingos e feriados os ‘punidos’ estão liberados para aproveitar normalmente o clube.
Talvez até para brindar a genialidade da decisão!
E não para por aí: ao conceder a liminar, o relator já fez as vezes de juiz, promotor e carrasco, julgando o mérito da questão antes mesmo de haver qualquer conclusão processual. Se não fosse trágico, seria cômico. Aliás, deveria ser objeto de processo administrativo, pois a perseguição política é tão explícita que dá para sentir o cheiro da vingança daqueles que sequer lhe deram voto na eleição.”
Rodrigo Bittar é conselheiro e membro do Centrão alvinegro.

“E não para por aí: ao conceder a liminar, o relator já fez as vezes de juiz, promotor e carrasco, julgando o mérito da questão antes mesmo de haver qualquer conclusão processual.”
Lembra o papel do Alexandre de Morais junto ao STF. É vitima, acusador, produz prova e julga.