Candidato à presidência do Corinthians confessa possível crime em rede mundial

 

Há alguns dias, o Blog do Paulinho comprovou que o discurso de riqueza e de atuação de 25 anos no mercado financeiro, sustentado por André Castro, candidato à presidência do Corinthians, destoava de documentações oficiais.

Publicamos um “atestado de pobreza”, assinado pelo próprio em ação judicial, além de registros em carteira de subempregos mal remunerados — provas que conferem muito mais credibilidade à sua real condição financeira do que a autoafirmação de ser milionário.


Relembre:

US$ 1 bilhão: Corinthians atacado por novo Pinóquio (com documentos)? –


Ontem, em entrevista ao canal A Voz das Arquibancadas, Castro tentou se defender.

Reafirmou a suposta carreira de décadas no mercado financeiro, mas não apresentou um único documento que a comprovasse.

Limitou-se a sugerir que o torcedor corinthiano consultasse seu perfil no LinkedIn — redigido por ele mesmo, e convenientemente omisso em relação aos registros oficiais de trabalho.

Sobre o “atestado de pobreza”, seja por má-orientação, má-fé, desespero ou simplesmente burrice, Castro “confirmou” a falsidade do documento que assinou (dentro da narrativa criada por ele de que seria rico), transferindo a responsabilidade para uma suposta orientação de advogados.

Falou também que o trâmite foi verificado e homologado pelo juiz.

Não contou, porém, que o magistrado foi induzido a erro porque, além do atestado, foram juntados ao processo uma relação de dívidas do cartolas (cartão de crédito, empréstimos, etc), e uma declaração de Imposto de Renda, de isento.

Neste caso, em sendo rico, como discursado, haveria indício de sonegação.

Como tudo indica, não era, a entrevista, representaria, em tese, confissão explícita de possíveis crimes.

Entre os quais:

  • Falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal): quando alguém insere informações falsas em documento com finalidade de obter vantagem. Pena de até 5 anos de prisão.

  • Falsificação de documentos (arts. 297 e 298 do Código Penal): se o papel foi adulterado ou criado, a pena pode chegar a 6 anos de prisão.

  • Litigância de má-fé (Código de Processo Civil): além das sanções penais, a parte pode ser multada em até 10% do valor da causa por agir de forma desleal no processo.

Convenhamos, fraude comezinha, típica de pequenos delinquentes.

Às sucessivas inverdades somam-se, ainda, os áudios em que André Castro — no mesmo período em que se apresentava como milionário do mercado financeiro — negociava a colocação de jovens nas categorias de base do Corinthians, provavelmente por valores irrisórios.


Relembre:

Novos áudios de André Castro negociando jogadores na base do Corinthians


Contradições que colocam em cheque qualquer documento, nome de empresa ou “parceiro” que venha a ser apresentado na entrevista coletiva marcada para o final da tarde, na qual ele promete revelar os supostos investidores dispostos a aportar US$ 1 bilhão no Corinthians.

Ainda que André Castro surgisse com sacos de dinheiro, antes de acreditar, o torcedor do Timão teria que atestar a veracidade nas notas.


Confira o vídeo ‘confissão’ do cartola ao ‘A Voz das Arquibancadas’:

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