A importante eleição para vice-presidente do Conselho do Corinthians

Roberson de Medeiros entregou sua demissão dos cargos de vice-presidente do Conselho Deliberativo e presidente da Comissão de Ética do Corinthians.
O documento, por si, aniquila narrativas que serviram de base para tresloucados processos de anulação de atos administrativos alvinegros, que resultaram no impeachment de Augusto Melo.
Para se afastar, o vulgo “Dunga”, por óbvio, permanecia no cargo.
As razões de seu desligamento são um mistério.
A versão oficial alega problemas de saúde.
Vozes correntes no Parque São Jorge garantem, porém, que o motivo seria fruto de forte intimidação, culminando em um fatídico encontro no qual teriam ocorrido agressões.
O fato é que, desde que a história começou a circular, Dunga deixou de executar suas funções.
Diante dessa vacância, e da impossibilidade de a conselheira “Tonha da Lua” assumir o posto — por estar sob investigação em razão da tentativa recente de golpe encabeçada por Augusto Melo — haverá eleições.
Em um contexto normal, seria um assunto desimportante.
Nos tempos vigentes, não.
O novo vice-presidente do Conselho, que também acumulará a presidência da Comissão de Ética, terá sob sua responsabilidade a investigação de atos de ex-presidentes do Corinthians ao longo dos últimos anos.
Poderá arquivá-los ou enviá-los para julgamento do Conselho Deliberativo.
Trata-se de grande responsabilidade, que somente poderá ser assumida por alguém de coragem, não suscetível a pressões – tanto para apenar como para absolver, com estatura moral acima de qualquer suspeita.
Não era o caso de Dunga, por exemplo.
Ligado aos Gaviões da Fiel, Roberson era parcial, potencialmente cooptável e fortemente covarde — a ponto de, em duas oportunidades, protegido por multidões, tentar agredir este jornalista.
Foi tarde.
