Corinthians e o transfer ban

O transfer ban sofrido pelo Corinthians, em razão do calote na contratação de Félix Torres — responsabilidade tanto da gestão anterior quanto da atual — é uma boa solução gerada por uma sequência de comportamentos ruins.

A dívida é de R$ 33,47 milhões.

Foi preciso um freio da FIFA para que o clube parasse de jogar dinheiro no lixo.

Do péssimo — e caríssimo — elenco montado por Augusto Melo até a contratação de Vitinho, feita por Osmar Stabile e que, entre salários e encargos, custará mais de R$ 1 milhão por mês, o clube não consegue se livrar da cultura da irresponsabilidade.

Não é tempo de títulos.

É hora de pisar no freio, reconstruir a casa e, com alicerces reforçados, daqui a algum tempo voltar a sonhar grande no futebol.

Para que isso ocorra, o presidente — seja ele qual for — precisa ter coragem de comunicar a realidade.

O torcedor inteligente entenderá e apoiará.

Os protestos das facções “organizadas”, que certamente surgirão, devem ser ignorados.

Elas apoiam qualquer coisa desde que mantenham suas vantagens.

Obviamente, o Corinthians pagará por Félix Torres assim que o primeiro dinheiro grande entrar em caixa, mas, mesmo liberado do providencial transfer ban, deveria deixar de contratar — ao menos até que as finanças permitam.

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