A incontrolável má-educação de Abel Ferreira

Ontem, após a partida em que o Palmeiras venceu o Grêmio por 1 a 0, ao deixar o campo, o treinador Abel Ferreira chutou o microfone de uma emissora de televisão.
Qual a justificativa?
Mesmo que tivesse perdido o jogo.
Abel é incorrigível porque o período em que se aprende educação — claramente desperdiçado pelo treinador — costuma ocorrer entre a infância e a adolescência.
Tornou-se natural para ele, ao que tudo indica, agir com desrespeito.
Há, claro, casos de aprendizado tardio, mas raramente bem-sucedidos em perfis arrogantes, mimados ou prepotentes.
Neymar, tão mal-educado quanto Abel — ainda que com estilos distintos — está aí para comprovar.
Com o Palmeiras agindo como pai ou mãe relapsos, incapaz de impor limites a quem remunera para, entre diversos deveres, respeitar a imagem da agremiação, a situação tende a piorar.
