fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

O interesse sempre transparece no desinteresse que afectamos

Marquês de Maricá

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Habilidade

Recentemente, salvo engano, de dois a três meses passados, os dirigentes da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – ANAF -incitaram os árbitros, para entrarem no campo de jogo, ostentando faixa preta, em sinal de protesto contra as condições que lhes apresentam, para o exercício da atividade, garantindo: Se, não atenderem nossas reivindicações, forçaremos a paralisação do Brasileirão

Avocados

Dias depois, a diretoria da CBF convocou os dirigentes da ANAF, objetivando uma composição. Como sempre, nestas ocasiões, um lado apresenta seus pedidos, o outro, promessas.

Viajando pelo Brasil

Posteriormente, sem surpresa, conforme escalas, notei que alguns dos dirigentes da entidade nacional dos árbitros que exercem a função de delegados da presidência da CBF, viajaram por diversos estados deste Brasil, brasileiro

Pergunto

1º – Cadê a greve?

2º – Cadê a profissionalização dos árbitros?

2º – Cadê o direito de imagem?

3º – Cadê a ANAF e respectivos sindicatos?

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36ª Rodada do Brasileirão – 2015

Sábado 21/11

Palmeiras 1 x 1 Cruzeiro

Árbitro: Elmo Alves Resende (ESP2-GO)

Item Técnico/Disciplinar

Desempenho normal; não foi exigido

Domingo 22/11

Corinthians 6 x 1 São Paulo

Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (FIFA-RJ)

Item Técnico

No todo, seu trabalho foi facilitado pela elasticidade do placar, assim como, pela indiferença dos atletas do São Paulo em relação à disputa

Observação

Quanto à penalidade máxima marcada contra o Corinthians, após cobrança, defendida por Cássio. No ato! Mesmo observando que Edu Dracena houvera travado a perna do oponente Carlinhos, como não observei a colocação da bola, entendi que não ocorreu a falta.

Dia seguinte

Na tarde da segunda feira 22/11, via fone, conversando sobre o lance com um amigo, fui chamado à atenção, para que visse o lance novamente, vez que, para este amigo, a penalidade foi corretamente sinalizada. Foi o que fiz. Vi e revi o lance com mais atenção, não deu outra!

Árbitro acertou; explico

Com um dos pés, Edu Dracena toca legalmente na bola, na sequencia, usa da esperteza, e sutilmente, travou a perna do são-paulino para impedir que alcançasse a redonda. Com tranquilidade afianço: se, o árbitro, assim interpretou, penalidade corretamente apontada

Flamengo 1 x 1 Ponte Preta

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Outrora bom árbitro, vez que, ultimamente, anda a cometer erros inconcebíveis. Nesta refrega, na maior cara dura, prejudicou a equipe da Ponte Preta; explico

– Dewson F. Freitas da Silva estava bem posicionado, domínio visual total, portanto, acompanhou a trajetória da redonda, para o interior da área rubra negra, principalmente, quando da batida da bola no peito, seguida, de possível toque no braço do atacante pontepretano Cistian, que terminou com a mesma, no fundo da meta flamenguista

Item Disciplinar

Meia boca

Atlético-MG 2 x 2 Goiás

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (ESP2-PE)

Árbitro Assistente 01: Fabiano da Silva Ramires (ESP2-ES)

Árbitro Assistente 02: Nailton Junior de Souza Oliveira (CBF2-CE)

Item Técnico

Zanzou e feio, por ter sinalizado penalidade máxima do atleticano Marcos Rocha, no oponente Rafael Foster, quando da disputa pela bola, do lado direito de seu goleiro,e, limpamente, com o pé direito, tocou na redonda, jogando-a para a linha de fundo, claríssimo lance de escanteio.

Deliberação

Apesar de estar pouco distante do ocorrido, com domínio visual, vez que foi lance bem aberto, o assoprador de latinha apontou a marca da cal

Revogação

Chamado a atenção pelo árbitro assistente 02, postado na lateral esquerda da meta atleticana, que não houvera sido pênalti, o assoprador de latinha recuou

Concluindo

Outra decisão que coloca mais desconfiança do publico, na noticiada independência e capacidade dos árbitros comandados por Sérgio Correia da Silva e assessores

Copa do Brasil

Quarta Feira 25/11

Santos 1 x 0 Palmeiras

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (FIFA-SP)

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP)

Assistente 02: Marcelo de Carvalho Van Gasse (FIFA-SP)

Quarto Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza ( CBF1-SP)

Ocorrência

Por volta do 21º minuto da segunda etapa, com dificuldades para locomover-se, Luiz Flavio de Oliveira entregou a direção da contenda para o quarto árbitro

Item Técnico

Durante o tempo que representou as leis do jogo, Luiz Flavio de Oliveira inverteu e deixou de marcar algumas faltas, como principal;

– Pouco distante do lance, porém, com domínio visual, deixou de marcar a penalidade máxima cometida por David Braz, defensor santista, quando do toque sutil no calcanhar de um dos pés do oponente Lucas Barrios

Item Disciplinar

Neste tópico, Luiz Flávio de Oliveira, durante o tempo que comando a refrega, apesar de outros terem merecido, somente e justamente, o palmeirense Arouca recebeu o amarelo;

O Substituto

Marcelo Aparecido R de Souza, desde que pegou a bucha e o substituiu, corretamente, fez uso do cartão amarelo por nove vezes: 05 pro Palmeiras – 04 pro Santos

Cartão Vermelho

Por volta do quadragésimo terceiro minuto da etapa final, quando da disputa pela bola, ocorrida arriba do nível do campo,

– entre Lucas, defensor do Palmeiras, com seu oponente Lucas Lima; o atleta alviverde, explicitamente, foi atingido com tapa em sua face;

– no revide, o atleta palmeirense, chutou a redonda no costado do oponente, provocando sua expulsão; neste ponto, o árbitro Marcelo Aparecido de Oliveira, ao mesmo tempo, errou, por não ter feito o mesmo com o santista

Campeonato Espanhol

Sábado 21/11

Real Madri 0 x 4 Barcelona

Árbitro: Fernández Borbalán (ESP)

Item Disciplinar

Cartão amarelo e vermelho; corretamente aplicados

Item Técnico

Acertou na maioria das vezes. Como principal; o lance ocorrido no interior da área do Barcelona por volta do décimo oitavo minuto da segunda etapa, lado esquerdo do ataque do Real Madri, no instante que ocorreu o batido da bola no braço direito de um dos defensores da equipe visitante. De pronto e acertadamente, o arbitro, aplicou a lei do jogo, nada marcou, jogo continuou

Destaco

Lances semelhantes estão acontecendo no Brasileirão – 2015, na maioria deles, os flexíveis árbitros, principalmente os FIFA, num visível propósito de garantir futuras escalas, continuam a infringir a Regra 12, para satisfazer a insana orientação do presidente da CA-CBF- Sergio Correia da Silva e assessores

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Política  

1

Edital do Estadão publicado na Sexta Feira 27/11/2015 intitulado:

Republica dos Bandidos

Ninguém melhor do que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, para expressar o sentimento de frustração que atinge em cheio os brasileiros: “Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós acreditou no mote segundo o qual a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 (o mensalão) e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora constata-se que o escárnio venceu o cinismo”. Nessa síntese está toda a trajetória dos embusteiros petistas que, desde a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, prometeram fazer uma revolução ética e social no Brasil e agora, pilhados em escabrosos casos de corrupção, caçoam da Justiça e da própria democracia.

O mais recente episódio dessa saga indecente, ao qual Cármen Lúcia aludia, envolveu ninguém menos que o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral. Em conluio com o banqueiro André Esteves, o petista foi flagrado tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que ameaçava contar o que sabia sobre a participação de ambos no petrolão.

As palavras de Delcídio, capturadas em áudio gravado por um filho de Cerveró, são prova indisputável da naturalidade com que políticos e empresários se entregaram a atividades criminosas no ambiente de promiscuidade favorecido pelo governo do PT. Como se tratasse de uma situação trivial – a conversa termina com Delcídio mandando um “abraço na sua mãe” –, um senador da República oferece dinheiro e uma rota de fuga para que o delator que pode comprometê-lo e a seu financiador suma do país. Os detalhes são dignos de um arranjo da Máfia e desde já integram a antologia do que de mais repugnante a política brasileira já produziu.

Delcídio garantiu a seus interlocutores que tinha condições de influenciar ministros do Supremo Tribunal Federal e políticos em posições institucionais destacadas para que os objetivos da quadrilha fossem alcançados. O senador traficou influência. Mas o fato é que, hoje, as ramas corruptas que brotam do sistema implantado pelo PT se insinuam por toda a árvore institucional – com raras e honrosas exceções, entre elas o Supremo, que vem demonstrando notável independência.

Exemplo do contágio é que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão sendo investigados pela Lava Jato. A nenhum dos dois ocorreu renunciar a seus cargos para que não sofressem a tentação de usar seu poder para interferir no processo, como já ficou claro no caso de Cunha. Renan, desta vez, tentou manobrar para que fosse secreta a votação do Senado que decidiria sobre a manutenção da prisão de Delcídio, na presunção de que assim os pares do petista o livrariam, criando uma blindagem para os demais senadores – a começar por ele próprio. Temerosos da opinião pública, os senadores decidiram votar às claras e manter Delcídio preso.

Enquanto isso, o PT, com rapidez inaudita, procurou desvincular-se de Delcídio, dizendo que o partido “não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, já que o senador, segundo a direção petista, agiu apenas em favor de si próprio. Se Delcídio tivesse cometido seus crimes para abastecer os cofres do PT, seria mais um dos “guerreiros do povo brasileiro”, como os membros da cúpula do partido que foram condenados no mensalão e no petrolão.

O PT e o governo não enganam ninguém ao tentar jogar Delcídio aos leões. O senador era um dos principais quadros do partido, era líder do governo no Senado e um dos parlamentares mais próximos da presidente Dilma Rousseff e de Lula. Sua prisão expõe a putrefação da política proporcionada pelo modo petista de governar.

Também ninguém melhor do que a ministra Cármen Lúcia, que resumiu a frustração dos brasileiros de bem, para traçar o limite de desfaçatez e advertir a canalha que se adonou da coisa pública sobre as consequências de seus crimes: “O crime não vencerá a Justiça” e os “navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades” não passarão “a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção”. É um chamamento para que os brasileiros honestos não aceitem mais passivamente as imposturas dos ferrabrases que criaram as condições para que se erigisse aqui uma desavergonhada república de bandidos.

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Finalizando

“A política é supostamente a segunda profissão mais antiga. Vim a perceber que tem uma semelhança muito grande com a primeira.”

Ronald Wilson Reagan – Ator e político, eleito em 1980, tornando-se o 40º presidente dos Estados Unidos da America (EUA)

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-28/11/2015

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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