CBF assume-se como ‘Casa Bandida’ ao ceder futebol a Gustavo Feijó

Gerida por Samir Xaud, mero preposto de figurões da política e do Judiciário, a CBF deverá empossar, nos próximos dias, o controverso Gustavo Feijó, que há décadas barbariza em todos os setores da sociedade.
Seu cargo será o de diretor de Seleções — abaixo apenas (ou acima, neste caso específico) da presidência da entidade.
Confira alguns rolos de Feijó:
Desvio de recurso do jogador Bismark
Em junho de 2017, a 27ª Vara Cível de Fortaleza aceitou ação movida pelo Palmácia FC contra a CBF, a Federação Cearense de Futebol e Gustavo Feijó por suposta manipulação no registro e desvio de recursos relacionados ao jogador “Bismark”, com pedido de indenização de R$ 21,7 milhões
Recebimento de caixa dois da CBF para campanha
Em 2017, a Operação Bola Fora investigou Feijó pelo recebimento de R$ 600 mil em recursos não declarados da CBF, supostamente usados em sua campanha à Prefeitura de Boca da Mata (2012)
Desvio de R$ 28 milhões na prefeitura
Em fevereiro de 2019, foi afastado do cargo por decisão judicial em Alagoas, após ser acusado de desviar pelo menos R$ 28 milhões usando um esquema com 11 servidores entre 2013 e 2018.
Bens no valor de R$ 22 milhões foram confiscados
Nomeação contestada como coordenador da Seleção (2021)
Em agosto de 2021, ao ser indicado para cargo na Seleção Brasileira, Feijó foi alvo de críticas por seu histórico: envolvimento em acusações de cometimento de crimes, atuação como agente de jogadores (Grafite era um dos seus assistidos), além de influência política, em associação com condenado Collor de Mello, controlando a Federação Alagoana.
Ao trazer Feijó para cuidar de seu maior patrimônio, a CBF assume o notório apelido de ‘Casa Bandida do Futebol’.
“Eu vejo o futuro repetir o passado’, diria o poeta, cantor e compositor Cazuza.
O da CBF pode ser contado nas biografias edificantes de João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo e Ednaldo Rodrigues.
