Conselho Fiscal do Corinthians contribui para esperneio de Augusto Melo

Como ocorre com todo personagem público sem dignidade, flagrado em desvio de dinheiro, Augusto Melo, em vez de renunciar, esperneia, prejudicando ainda mais a vida do Corinthians.
Iniciou-se a semana do desespero pré-votação de impeachment.
Contratos ‘bilionários’ são anunciados, assim como pedidos de revisões de contas julgadas protocolados.
O CORI, corretamente, analisará a suposta proposta da Adidas, que implicaria em distrato litigioso com a Nike – mais uma irresponsabilidade, somente após o dia 26, quando ocorrerá a votação do afastamento do Presidente.
Comportamento diferente teve o Conselho Fiscal.
Dirigido pelo esperto Haroldo Dantas – que precisa explicar sua relação com a UJ Football, empresa ligada ao PCC que, segundo relatório da Polícia Civil, recebeu dinheiro desviado do clube -, o órgão aceitou rediscutir a ‘coisa julgada’, mesmo sabendo que CORI e Conselho Deliberativo, de antemão, recusaram a reanálise.
Puro factoide político.
Expert em divulgação de ‘fake-news’ – conforme comprova sua atuação em redes sociais, Dantas, assim como assemelhados do clube (incluindo seus companheiros de CF), é daqueles que discursam Deus, Pátria e Família, acreditam em Mitos, mas desconversam quando o assunto é o esbarro no PCC.
Típico moralista de ocasião.

Se a irrelevância tem livrado o bacharel de responder judicialmente a ataques frequentes à democracia e o compadrio de conselheiros de fazê-lo enfrentar sanções em Parque São Jorge (mesmo após a publicação de provas de que negociou, com agente da UJ, dentro de Parque São Jorge, jogador de futebol desviado ao Santos – posando, de joelhos, diante do símbolo rival), o mesmo não deverá ocorrer em investigações, ainda embrionárias, oriundas de desdobramentos do caso Vai de Bet.
O Corinthians precisa se livrar, com urgência, não apenas de Augusto Melo, mas de todos os que, de alguma maneira, ajudaram-no a prorrogar a agonia da agremiação.




