Documentos confirmam mentira do Corinthians em contratação suspeita da base

Em agosto de 2024, o Corinthians contratou o jovem Reginaldo Borim, de apenas 17 anos, para jogar como lateral esquerdo do clube.
O garoto atuava como goleiro no XV de Jaú.
A estranha transação foi desmascarada pelo Globo Esporte, resultando, diante da pressão, no desligamento do atleta antes mesmo que figurasse no BID da CBF.
À época a diretoria do Corinthians mentiu ao dizer que Borim não estava contratado (comprovaremos que estava)
Segundo a reportagem, a ficha de aprovação do ‘lateral’ estava assinada pelos diretores Claudinei Alves e Valmir Costa, além dos funcionários Claudinei Muza, Batata (e-jogador) e Finazzi.
Havia também a indicação da participação de Lima, conhecido do leitor deste blog como operador de achaque do grupo de Augusto Melo desde os tempos de União Barbarense.
Revelaremos novas provas sobre o episódio.

Recursos humanos
Tivemos acesso a ofício, assinado em nome do Corinthians, do comprovante de endereço de Reginaldo Borim, enviado ao banco Santander.
Tratava-se do procedimento de abertura de conta salário vinculada ao clube.
O documento comprova que o jogador era funcionário da agremiação:
“Declaramos que o endereço do funcionário abaixo está de acordo com os nossos registros do Recursos Humanos, e que o mesmo faz parte do quadro de funcionários desta empresa”

Transferência escolar
Reginaldo Borim chegou a ter sua transferência escolar ratificada pelo Colégio Amorim, da unidade de Jaú para a de São Paulo.


Contato com Lima
No dia anterior à publicação do GE, Reginaldo, pai do garoto Borim, entrou em contato por telefone com Antonio Lima, que intermediou a chegada do jogador ao Corinthians.
Desesperado, pediu que o sujeito conversasse com o repórter para impedir que a matéria fosse ao ar.
A ligação durou quatro minutos.
Depois dela, nunca mais Lima atendeu os telefonemas, nem devolveu o que, provavelmente, fora adiantado pela família.
Abaixo, a tela de whatsapp com o registro da chamada:


Processo
Reginaldo Borim está processando o XV de Jaú para que o clube retire da CBF a informação de que era goleiro, alegando que, à época, estava inscrito como lateral esquerdo.
Pede R$ 2 milhões de indenização.
Segundo Borim, a permanência da informação retirou-lhe contrato de três anos acertado com o Corinthians, além de outras possibilidades profissionais.
Diante da documentação exposta nesta matéria, não é impossível que o próximo acionado venha a ser o clube de Parque São Jorge.
Ouça abaixo conversas estarrecedoras entre Augusto Melo, Lima, Valmir Costa e Claudinei Alves, do período em que aprontavam no União Barbarense, reveladoras do que pode ter acontecido no episódio da contratação do goleiro/lateral pelo Corinthians:
