Corinthians faz acordo com torcedor da ‘cabeça de porco’

Em novembro de 2024, o STJD multou o Corinthians por conta da ação do torcedor Osni Fernando Luis, vulgo ‘Cicatriz’, que resultou numa cabeça de porco atirada ao gramado em meio ao clássico contra o Palmeiras.
R$ 60 mil foi o valor do prejuízo.
Osni, que é sócio do Timão, foi proibido de frequentar o Parque São Jorge; somente poderia retornar após o ressarcimento do clube.
A Comissão de Ética, que o julgou, divulgou a punição à mídia.
Durante a semana, porém, ‘Cicatriz’ estava, novamente, circulando na sede social alvinegra.
Teria sido perdoado?

Em 04 de abril, sem nenhuma divulgação à imprensa, o Conselho de Ética, através do presidente Roberson de Medeiros, vulgo Dunga, com anuência de Vinicius Cascone – diretor jurídico, firmou acordo de parcelamento da dívida com o torcedor.
Os valores não constam no documento.
Tivemos acesso, porém, aos detalhes:
- R$ 15 mil de entrada;
- 24 parcelas de R$ 1.875,00
A comprovação do pagamento, segundo o acordo, deveria ser enviada à secretaria do Conselho Deliberativo.
Levando-se em consideração as declarações de dificuldades financeiras descritas pelo próprio Osni na delegacia em que prestou depoimento e também nas redes sociais, é estranho que possa, em tão pouco tempo, ter levantado o dinheiro.
Se, de fato, o dinheiro estiver sendo pago, houve mudança repentina nas finanças do torcedor ou alguém, sabe-se lá por quais razões, estaria ajudando-o a quitar a pendência?
EM TEMPO: Por conta da selvageria dos Gaviões da Fiel na final do Paulistinha, o Corinthians foi multado pelo STJD em R$ 200 mil, além de ter perdido o mando de duas partidas, que, em média, possuem arrecadação de R$ 2,5 milhões (cada); a facção terá o mesmo tratamento de Osni ou o prejuízo será, integralmente, absorvido pelo clube?

