O conselheiro, os achacadores e a compra de votos no Corinthians

Na última semana, sem o devido destaque, em meio a uma matéria em que o site ‘Meu Timão’ noticiava a contratação de dois novos garotos para as categoria de base (completando 74), surgiu a informação de que um deles era Marcos Abdo, filho do Conselheiro Marcos Coelho Abdo.
Não é a primeira ajuda.
Em 2024, o jovem Abdo vestiu a camisa do A.D. Guarulhos, controlado por Valmir Costa, diretor adjunto da base alvinegra.
De lá, pulou para o Corinthians.
Com a proximidade da votação do impeachment do Presidente, em 14 de março, o rapaz assinou seu primeiro contrato com o clube – a publicação no BID da CBF ocorreu em 31 de março.
Mais do que a jogada política, em meio ao mercado de votos vigente em Parque São Jorge, chama a atenção o pai do menino não se incomodar em colocar o filho, de apenas 17 anos, sob a regência imoral de cartolas que, comprovamos, achacavam familiares de atletas há alguns anos.
Será que pararam?
Em tese, a aparente troca de favores não se aproximaria deste procedimento?
Se Augusto Melo fosse indiciado – como tudo indica, será – no inquérito que apura desvio de dinheiro do clube, em meio ao contrato da Vai de Bet, para contas controladas pelo crime organizado, o conselheiro teria coragem de votar pelo afastamento?
Elementar.
Marcos Coelho Abdo integra a Comissão de Responsabilidade Social do Conselho Deliberativo do Corinthians.
Abaixo o atleta Marcos Abdo no Corinthians e no AD Guarulhos


Mais um filho de conselheiro né? Interessante.
Os amigos da porta pra fora e os filhos de quem pode derrubar da porta pra dentro.