A desmoralização final da CPI das Apostas

A CPI das Apostas, assim que instaurada, nasceu desmoralizada ao ser presidida pelo ex-jornalista Jorge Kajuru, mitômano notório, acusado de embolsar dinheiro do bicheiro Carlinhos Cachoeira e de realizar ‘rachadinha’ em seu período de vereança em Goiânia.
A situação ficou ainda mais constrangedora quando Kajuru, em meio aos trabalhos, surgiu fazendo propaganda de uma dessas bets.
O investigador embolsando dinheiro de possível investigada.
Mas não parou por aí.
Sem capacidade de gerar conteúdo investigativo, Kajuru apelou para dois depoimentos que tratou como chaves para elucidação dos fatos: o primeiro, do boquirroto John Textor, que, recentemente, precisou pagar R$ 1 milhão ao STJD por não comprovar as mesmas acusações feitas ao Senadores; o segundo, William Rogatto, que enganou a todos mentindo sobre quase tudo o que falou.
Agora, na reta final, porque a CPI terminará em 1º de Abril (data que parece homenageá-la), o presidente diz estar segurando o relatório final na esperança da extradição do mentiroso, preso na Europa.
O desespero é notório.
Nada foi descoberto e a única alternativa é rechear o documento com os contos de Rogatto, na esperança da imprensa trata-los como sérios.

CPI com Kajuru, o cara que já declarou na tv, que deu o toba, é sem credibilidade nenhuma.