SAF da Lusa em risco

A FPF não aceitou o registro da Portuguesa como SAF por conta da aprovação do Conselho Deliberativo sobrepondo-se à condicionante, estabelecida pelo COF, de que as ressalvas apontadas no contrato fossem sanadas.
Não foram.
O Blog do Paulinho, à época, revelou a ilegalidade.
Anteontem, os executivos da SAF reuniram-se e decidiram que a Lusa precisa resolver a questão ou o contrato será rompido.
Em ocorrendo, multa altíssima pela rescisão se juntará às pendências existentes do clube.

Depois dizem que português é burro…
O estádio do Canindé foi feito no meio de dois terrenos (um próprio e outro comodato) justamente pra ser inconfiscável, o que data hoje prova-se ser verdade.
Agora a SAF ameaça romper o contrato e ativar cláusula de rescisão, mas é claro que ela não menciona que, por não ter solucionado as ressalvas – e inclusive parecer nem querer solucionar, ou seja, querendo receber o patrimônio de mão beijada – , ela mesma corre o risco de ser denunciada por quebrar o contrato, gerando então um impasse, no qual os dois lados se acusam mutuamente de não cumprir o contrato e dever um ao outro a multa rescisória.
O que nos leva à conclusão que, ou a SAF se compromete com as ressalvas do contrato, ou pede pra sair, já que uma briga na justiça seria um cara ou coroa. O juiz pode dar causa a qualquer lado. E dizem que português é burro…
De qualquer forma, se a SAF for embora, tem tudo pra conseguir revender sua parte com lucro, já que o time têm conseguido maior exposição e melhores resultados, mesmo que timidamente.
E é exatamente aí que saberemos qual o principal objetivo da SAF. Se for lucro líquido, é só revender, encher o bolso e sair pela porta da frente. Mas se o objetivo for o terreno, aí não tem jeito… Ela vai ter que pagar o famoso quinhão aos portugas de sempre pra continuar operando…