Submissão do Corinthians a Memphis Depay é constrangedora

Ontem, o Corinthians cumpriu o lamentável acerto contratual que retirou do argentino Garro a merecida camisa 10, entregando-a a Memphis Depay, que, apesar da relativa fama, chegou ‘ontem’ em Parque São Jorge.
Aliás, a explicação de Augusto Melo para aceitar a imposição do meia, revelada em entrevista ao Arena SBT, de que o atleta havia jogado sempre com este numeral, foi desmascarada pelo jornalista Juca Kfouri.
É o hábito de mentir que o cartola não consegue superar.
Confira abaixo:
Além da entrega da camisa, houve outro momento constrangedor.
Os atletas entraram em campo portando um ‘path’ com o nome a e foto de Depay no peito, normalmente utilizado para identificar grandes conquistas.
É um símbolo importante, portanto.
Ao atrelá-lo a um jogador, deve-se fazê-lo – se é que se deve – somente aos ídolos inquestionáveis, que fizeram história no clube.
Não é o caso.
Pior é conceder a honraria a um atleta ainda em atividade, sem levar em consideração os companheiros, em parte, obviamente, incomodados com tantos privilégios a apenas um deles.
Seria como o time Campeão Mundial de 2000, muito maior do que o atual, jogasse com Marcelinho Carioca ao peito (que mereceria mais do que Memphis), sem repetir o gesto com Rincón, Vampeta, Ricardinho, Edilson, Luizão, e demais estrelas da constelação.
É submissão demais para pouca causa.
O Corinthians segue apequenado por gestores que precisam de uma novidade a cada dia para que a imprensa deixe de noticiar tristezas que estão sendo investigadas pela polícia, MP-SP e CPI das Bets.

Onde estava esse blogueiro maravilhoso, investigativo na época de outros presidentes que só ferraram com o clube. Estranho, muito estranho