Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la”
São Tomás de Aquino
—————————————-
Início da estação futebolística ano 2025
Introdução

Após curto descanso, retorno, recordando aos diretores, conselheiros, associados e não associados do Safesp, que: o segundo ano do mandato de quatro anos do presidente José de Assis Aragão, teve início no dia 08 neste janeiro 2025.
Cientes
Que José de Assis Aragão cumpre condenação judicial de quatro anos, oriunda da primeira instância, causada por astucioso assalto cometido no cofre público da capital do estado de São Paulo e, conforme consta nos autos, entendo que traiu a todos colocando no devido bolso os valores acima do preço da época
Respeitem-se
Assumindo que são um por todos e todos por um, exigindo convocação de assembleia para destituir José de Assis Aragão, ou continuarão omissos, para agradá-lo e, indiretamente: ao presidente de FPF com quem ARADRÃO, passou a ser amigo desde que arbitrava futebol, incluso nos três anteriores mandatos na presidência do Safesp.
————————————-
1ª Rodada do Paulistão 2025 Série A1 – Quarta Feira 15/01/2025 – TV TNT
Guarani 2 x 0 Botafogo
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
VAR
Jose Claudio Rocha Filho
Item Técnico
Pouco exigido. Árbitro e assistentes cumpriram suas funções com normalidade.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 defensores do Bugre. Idem; defensores do Pantera da Mogiana
Palmeiras 2 x 0 Portuguesa de Desportos – TV CAZÉ
Árbitro: João Vitor Gobi
VAR
Thiago Duarte Peixoto
Item Técnico
1º – No décimo sexto minuto da primeira etapa, Ricard Rios defensor alviverde, tendo redonda sob domínio, sofreu falta temerária advinda do oponente Hudson Alexandre
Complemento
Entendo que o árbitro deixou de respeitar o exposto na regra 12, por não ter punido Hudson Alexandre com cartão amarelo, quando da outra falta temerária do mesmo atleta cometida na metade do tempo da segunda etapa.
2º – Aos 57º foi batido o escanteio originado do lado esquerdo do ataque da Portuguesa, na descida da redonda Daniel Jr tocou em direção a meta
No trajeto
A bola tocou levemente no braço recluso do palmeirense Murilo
Próximo
De frente pro lance, com amplo domínio visual dos fatos, o árbitro João Vitor Gobi cometeu erro imperdoável, apontando a marca da cal.
Salvo pelo VAR
Foi até o monitor, viu, reviu, tornou a fazê-lo, voltou pro campo corrigindo o que não deveria ter marcado, recomeçando a contenda com bola ao chão.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para alviverde e 03 para lusos
Quinta Feira 16/01/2025 – Red Bull Bragantino 1 x 2 Corinthians – TV TNT
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (FIFA)
VAR
Adriano de Assis Miranda
Item Técnico
Foi correto em acatar o VAR, determinando posição de impedimento na origem do lance findado com o correto apontar da penalidade máxima sofrida pelo corintiano Romero
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para Bragantinos.; Idem a Corintianos
Santos 2 x 1 Mirassol – TV CAZÉ
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA
VAR
Ilbert Estevam da Silva
Item Técnico
Acertou ao sinalizar a penalidade máxima cometida por João Pedro defensor santista no oponente Clayson.
Penalidade
Batida por Iury findada no fundo da rede
/// /// /// /// /// /// /// ///
Coluna em Vídeo
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representa
————————————
Politica
Leila x Dudu, VTC e vaffa do futebol à Justiça

As pessoas têm honra e essa pode ser ofendida por um “VTC”, como o recomendado pelo atacante cruzeirense Dudu, ex-Palmeiras, à presidente Leila Pereira, do seu antigo clube.
Mas, é exagero levar caso banal, mal resolvido na origem, para a Justiça. E tudo diante uma retorsão imediata de Dudu, sem olvidar, num ambiente esmeraldino, a tradicional italianidade.
Nesse caso, acionar a Justiça não é coisa de palmeirense, “mi dispiace” (me desculpe)
E vou frisar que o “vaffanculo” (vai tomar no c.), como decidiu a Suprema Corte de Cassação da Itália, não tem potencial ofensivo injuriante, pelo uso popularizado e não intencional de afetar a honra. Faltou o que os penalistas italianos chamam de “animus injuriandi”.
Colônia
Não vou entrar na análise esportiva em time que tem Mylly Lacombe, Juca Kfouri, PVC, Mauro Cezar, Casagrande, Alicia Klein e tantos outros craques. Vou ficar só no jurídico criminal e processual penal.
De bate-pronto, vale lembrar que Cruzeiro e Palmeiras, quando eram times de torcedores da colônia italiana, chamavam-se Palestra Itália.
Por ato presidencial de Getúlio Vargas, os dois Palestra Itália tiveram de mudar de nome, pois era tempo da Segunda Guerra e a Itália formava o time, ops, ops, as potências do Eixo, contra o time, ops, ops, as forças Aliadas.
Vargas, que havia flertado com Hitler, apoiou os Aliados.
Finda a Segunda Guerra, e para manterem-se abertos aos torcedores não “oriundi”, os nomes Palmeiras e Cruzeiro foram mantidos.
Linguagem desabrida
No Palmeiras de Pellegrini (amargou a mudança do nome) Facchina, Giuliano, Frugiuele, Sandoli, Sacomani, Contoursi, Belluzzo, abriu-se para Paulo Nobre e Leila Pereira, a primeira mulher presidente.
Só que tradições foram mantidas e ainda é respirada na sede social, na alameda dos imortalizados em estátuas e na rua Palestra Itália, antiga Turiaçu do Parque Antártica, que passou a Jardim Suspenso e virou Allianz, o nosso Colosseo (Coliseu) esmeraldino.
Uma das tradições, quando tudo não passa de desabafos irrefletidos e ofensas de baixo potencial ofensivo, é o “acabar tudo em pizza”. A “fratellanza” é uma característica italiana, haja vista o recente episódio da jornalista Cecilia Mesa, presa no Irã para servir de moeda de troca pelos aiatolás.
No Brasil, a fraternidade foi forte nos tempos da discriminação aos italianos, que perderam a guerra. A rica elite paulistana do café apelidou os italianos de “carcamanos”, uniu, como explicava Mino Carta, o verbo da língua portuguesa “calcar” com a palavra italiana mano (mão). E carcamano eram todos os imigrantes italianos e descendentes, pois, no preconceito, discriminação e xenofobia, eram ofendidos na honra. Eram, para a elite, os que “carcavam” (calcavam era muito para uma elite rica mas ignorante com a própria língua) a mão (mano) na balança, para roubar no preço.
Atenção: sou dessa época do pós-guerra e, como tantos outros moradores do bairro proletário e italiano da Barra Funda, era também um “carcamano”. Um carcamano adjetivado, ou melhor, um “carcamano judeu”.
Numa colônia italiana, de imigrantes que usavam comunicação desabrida e de baixo potencial ofensivo, os termos “vaffanculo’ (vai tomar no c.) e cazzo (caralh.) eram as palavras exageradamente recorrentes.
Quantas vezes ouvi, nos jogos do Palmeiras, a torcida chamar o árbitro do jogo de ‘ladro do cazzo’. Ou um vaffanculo ao bandeirinha ao marcar impedimento, por exemplo, do Umberto Tozzi, depois de um lançamento primoroso do Jair Rosa Pinto, antecedido de tabelas com o meia Ney, o ponta esquerda Rodrigues e o ponta direita Liminha.
Mais ainda, tinham os “Badólios”, os traidores que trocavam de time. E Pietro Badoglio era o nome do general dado como traidor de Mussolini, que virou premiê pós-fascismo e depois embaixador da Itália no Brasil.
Mas, Leila é Pereira e Dudu, registrado no cartório civil como Eduardo Pereira Rodrigues, não são “oriundi”.
Presidente e tradição
Leila Pereira, pelo anunciado, sentiu-se ofendida na sua honra subjetiva, a dignidade e o decoro. Está a falar mais alto a honra ferida do que o acabar tudo isso em pizza. E pela pequenez do conflito, terminar em pizza brotinho.
Leila Pereira, que no Palmeiras deu o mau exemplo ao ignorar casos de flagrante conflito de interesse, pega-se numa picuinha.
A presidente não leva em consideração o grande craque palmeirense, de muitas conquistas, de carregar o time nas costas e da injustiça de não selecionado pela CBF.
Atenção: ao que parece, a presidente Pereira não leu a obra intitulada Brás, Bexiga e Barra Funda, do saudoso escritor e jornalista Antônio de Alcântara Machado, sobre as histórias dos imigrantes italianos daqueles bairros de concentração italiana da capital de São Paulo.
Faz parte da italianidade não se ofender por uma vaffanculo.
Até porque, vou repetir, a Suprema Corte de Cassação italiana entendeu, quanto ao xingamento, não ter, pelos costumes, a vida cotidiana moderna, nenhum potencial de injúria. Nada com “animus injuriandi”.
Tá bom, a decisão da Cassação italiana não vale para o Brasil. Correto, mas a lição sim. E poderá influenciar na jurisprudência. A intenção em ofender não entra no campo da honra, depois de uma troca de farpas iniciada pela própria Leila Pereira, em evento que nada tinha com Dudu.
Vaffanculo virou vaffa, como VTC
Espera-se que Leila Pereira adquira aquela italianidade marcante. Lembre da decisão da Suprema Corte de Cassação e desista de acionar a Justiça, em ação privada e que será, caso posta, da competência do Juizado Especial de pequenas causas, ou melhor, de causas de menor potencial ofensivo.
Na Itália, os mais finos, a elite dos estados do norte que têm Juventus, Inter e Milan, usam uma forma sincopada para o vaffanculo.
Assim, o vaffanculo virou ‘vaffa’. Os meridionais, torcedores do Napoli, continuam a preferir o vaffanculo.
Dudu, na escrita, preferiu, numa retorsão que até pode ser vista como desequilibrada por quem não é “oriundi” da chamada “stivalle” (originário da bota, pelo formato geográfico a invadir o Mediterrâneo e o Adriático), criou o VTC.
Num pano rápido. Pobres italianos e oriundos que, no Brasil, não podem soltar, sem dolo específico de ofender mas por mero desabafo, um “vaffa”. E os palmeirenses, nem em partida contra a torcida vascaína.
Wálter Maierovitch: Colunista do UOL publicado no dia 15/01/2024 às 14h34
————————————–
Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.
/// /// /// /// /// /// /// ///
Finalizando
“Aqueles que não podem mudar suas mentes não podem mudar nada”
George Bernard Shaw: foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês.
—————————————
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-18/01/2025
