No desespero, Presidente do Corinthians discute demissão de Marcelinho

Por conta do depoimento dos sócios da Vai de Bet, é possível que Augusto Melo, presidente do Corinthians, sob pressão, demita o diretor administrativo Marcelo Mariano, o Marcelinho, no início da próxima semana.
Fala-se também no afastamento de Seedorf, gerente financeiro.
As manobras foram orientadas pela cúpula decisória do clube, formada, além de Augusto, por Vinicius Cascone e Marcos Boccatto.
Trata-se de criar a inverossímil narrativa de que o golpe de R$ 25 milhões aos cofres do Corinthians teria sido orquestrado à margem do conhecimento do presidente.
Ceder os anéis para não perder os levíssimos dedos.
O impeachment será votado ainda este mês.
Marcelinho não quer sair, mas é café pequeno e pode se dar por satisfeito com o que já conquistou.
Além disso, seguiria lucrando, sem exposição, com a manutenção do sistema.
Seedorf é ainda menor.
Se dentro do clube as soluções discutidas não são fáceis, fora, no âmbito policial, o problema é ainda maior.
Pelo depoimento dos cartolas da Vai de Bet não há dúvida de que o negócio foi fechado com a participação ativa de Augusto Melo e Marcelinho, com Sérgio Moura – o primeiro bode expiatório – entrando na jogada apenas para inserir o parceiro Cassundé como recebedor dos valores em nome dos cartolas.
Os atos subsequentes confirmam o raciocínio.
O presidente do Corinthians, passados meses, não processou o site de apostas que rompeu o acordo alegando-se vítima de corrupção, nem respondeu às acusações divulgadas durante a semana.
Marcelinho e Augusto serão os últimos depoentes do inquérito.
Popularidade em queda
A popularidade do presidente pode ser sentida ontem no convite a conselheiros para comparecerem ao CT e incomodarem os jogadores em início de preparação para o Paulistinha.
Poucos ousaram.
A maior parte dependente financeiramente da gestão.
Alguns haviam confirmado presença, mas, diante das movimentações policiais divulgadas, preferiram preservar a biografia.
Confira abaixo o esclarecedor depoimento dos sócios da VAI DE BET à polícia e ao GAECO

