Malandragens de dirigentes do Corinthians são agora criticadas pelos que antes as exaltavam

Macaco com microfone

Desde 2007 no poder do Corinthians, o grupo “Renovação e Transparência”, que tem no Deputado Federal Andres Sanches o símbolo máximo, sempre primou, assim como ocorre com seu espelho político, o PT, pela exaltação aos atos de malandragem, quase sempre ligados à trambicagem.

No ano do rebaixamento, por exemplo, jogaram a culpa no ex-presidente, Alberto Dualib, que havia deixado o clube na posição intermediária da tabela.

Os apoiadores, refastelando-se com as benesses do poder, vibraram, mesmo sabedores da verdade.

Daí por diante, diversos atos lesivos ao clube (seja no cofre, administrativamente ou moralmente) foram cometidos, mas os procedimentos ainda assim eram aplaudidos.

“Quem não faz ?”, “todo mundo faz…”, “o importante é ter estádio”, “contratar sem dinheiro ? O torcedor paga a conta”, “receber comissão ao vender jogadores? o que importa é título”, “empresário na base ? Não dá para mudar o mundo”, “O Andres rouba, mas faz”, foram alguns dos mantras utilizados como exaltação à práticas deploráveis, nos últimos anos.

Vale lembrar que até blog criaram para rebater toda e qualquer denúncia contra essa gente, sempre com respostas debochadas, quase sempre sopradas pelos criminosos retratados.

No auge da gastança, quando ainda não havia estourado a “bolha” financeira, o Parque São Jorge comemorava estádio superfaturado, venda de jogadores da base que sequer jogaram no profissional, salários milionários de jogadores, reforma de CT executada por empresa de diretor, supervisionada por médico e ex-bicheiro, balanço fraudado, auditado por empresa ligada ao diretor financeiro, exibido em livro caríssimo como se fosse “Relatório de Sustentabilidade”, discursos recheados de mentiras de Andres Sanches (quase sempre desmentidos nas entrevistas subsequentes), etc….

Uma esbórnia.

O caos, porém, como previsto pelos mais sérios, chegou.

Sabe-se agora que o Corinthians realizou um péssimo negócio nas tratativas econômicas do estádio, e não terá, nos termos atuais, chance alguma de honrar o compromisso.

As dívidas, oriundas de gestões irresponsáveis, ultrapassam R$ 500 milhões, sem que se inclua nelas outros R$ 500 milhões em impostos parcelados e quase R$ 2 bilhões das pendências de Itaquera.

As festas, benesses e demais fomentadores de apoiadores, bancadas com dinheiro de empréstimos bancários, minguaram, e, em consequencia, a discórdia dos que acostumaram aos benefícios pessoais gerados pelos diversos esquemas acentuou-se.

Hoje, o grande termômetro da difícil situação financeira e administrativa do Corinthians é a quantidade de ratos que abandonaram o navio.

Cada qual com seu procedimento.

Uns, mais envergonhados, atacam seus ex-financiadores pelas costas, aproximando-se daqueles que antes combatiam, outros, em extrema “cara-de-pau”, discursam, seja no âmbito fechado do “senadinho” ou em espaços midiáticos (redes sociais, sites de esporte) contra todas as “malandragens” e “trambicagens” que antes protegiam.

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