Conselheiro do Corinthians, que se apresenta como do Hezbollah, ameaça Tuma Junior

Em entrevista ao marginal Jose Doniseti Gildo, vulgo ‘Gildinho’, um dos influencers que trabalharam para eleger Augusto Melo à presidência do Corinthians, o conselheiro Roberto William Miguel, que se apresenta como membro do Hezbollah, ameaçou Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Eles eram parceiros até então.

“Eu estava apoiando, já apoiei em outra candidatura… já estava fazendo campanha pro Tuma, pra próxima (eleição), mas o que ele fez não tem perdão”

“E agora eu vou tirá-lo do Conselho Deliberativo”

“A mesma mão que põe, é a mesma mão que tira”

Descontando os exageros da mitomania, frequentemente presente nas declarações de Roberto Wiliam, há algumas colocações que precisam ser melhor explicadas; outras, confirmam informações do Blog do Paulinho.

Ao dizer que ‘já estava fazendo campanha’, o conselheiro revela que, de fato, Tuma trabalhava, nos bastidores, objetivando a presidência da diretoria.

O Blog noticiou que havia até assessor de imprensa contratado.

Acusação: o que teria feito Tuminha que, nas palavras de Roberto, “não tem perdão”?

As palavras sugerem possíveis ilegalidades.

Duas evidências de desacerto são claras: a formalização de impeachment de Augusto Melo, que fere aos interesses de William, e a negociação fracassada para que o procedimento não acontecesse – o que levou ao adiamento, por meses, da reunião de votação.

É necessário esclarecer a qual deslize se refere o conselheiro – e se, por ventura, existem outros não revelados.

Por fim, o delírio.

A importância política de Roberto William no Corinthians é inferior à do ratinho, que não é racista, encontrado transitando nas piscinas do clube neste final de semana.

Para Augusto Melo, o sujeito serve como ‘bobo da corte’ de ocasião – como no caso da assinatura em documento que pede o afastamento do Presidente do Conselho, intelectualmente impossível de ter sido redigido pelo signatário.

Em novembro de 2023, Gildinho, o influencer utilizado para repassar a ameaça, foi condenado a seis meses e seis dias de prisão, em regime semi-aberto, pela juíza Carolina Nunes Vieira, da Vara do Juizado Civil e Criminal de Leme.

A acusação era a de ter caluniado o candidato André Negão, que concorria à presidência contra Augusto Melo.

O caso está em grau de recurso.

Apesar disso, e de não ser sócio do Corinthians, o marginal segue frequentando o Parque São Jorge.

 

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