Por que o Corinthians recusou-se a fazer o seguro do salário de Memphis Depay?

Augusto Melo, Memphis Depay e Kadu Melo

No mesmo instante em que os proprietários da Vai de Bet e da Esportes da Sorte – sites de apostas controlados pelo mesmo grupo estrangeiro – estavam foragidos por conta de mandado de prisão, o Corinthians fechava a contratação de Memphis Depay.

R$ 3,5 milhões mensais entre salários e direitos de imagem.

O acordo somente foi possível porque os que se escondiam da Justiça garantiram o pagamento da quantia.

Num ambiente de seriedade, quem aceitaria este tipo de fiança?

O Corinthians se meteu de cabeça numa dívida milionária amparado em promessas de possíveis criminosos.

Ontem, como observado que ocorreria pelo Blog do Paulinho, o STF inviabilizou o funcionamento nacional da Esportes da Sorte, que após vários meses de trocas de documentações, não foi capaz de provar idoneidade ao Governo.

Ao Corinthians comprovou?

A não ser que o objetivo do patrocínio seja mais criminoso do que comercial, como a possível utilização do clube para lavagem de dinheiro, a operação da Esportes da Sorte confinada apenas ao estado do Rio de Janeiro inviabilizaria os termos de contrato assinados com o Timão, assim como os investimentos em transações de jogadores.

Questão matemática.

Pouco antes da contratação de Memphis Depay, o departamento jurídico alvinegro, à época chefiado pelo Dr. Pantaleão, recomendou a Augusto Melo, diante das notícias policiais envolvendo a patrocinadora, que fosse realizado um seguro para pagamento do salário do atleta.

A simples proposta, que colocava em cheque o aval da empresa, revela a ciência do clube do enrosco em que estava metido.

Sem coragem de se contrapor ao que parecia tratar-se de conluio criminoso entre cartolas do Corinthians e do site de apostas, o diretor jurídico tentava, ao menos, minimizar os danos.

Assessorado pelo advogado pessoal Vinicius Cascone, além de Marcos Boccatto, diretor informal de futebol (do Corinthians e do Água Santa) e o diretor de finanças Pedro Silveira, investigado por fraude nos EUA, Augusto Melo recusou-se a fazer o seguro.


Em 04 de outubro de 2024, o Blog do Paulinho noticiou a recusa:

Athletico/PR rompeu com Esportes da Sorte; Corinthians recusou seguro no contrato –


Por que?

A versão oficial é a de que encareceria demais o valor do atleta; a realidade é que seguradora alguma deste país aceitaria a Esportes da Sorte, investigada por corrupção e com os proprietários às portas da prisão, como avalista de qualquer pagamento.

Augusto Melo assumiu o risco.

O clube, sem condições de fazê-lo, terá que arcar com mais dois anos de salários de Depay.

Além disso, todos os nomes especulados como possíveis contratados com parceria da Esportes da Sorte somente chegarão ao Parque São Jorge por nova ação de irresponsabilidade.

Impeachment é muito pouco para essa gente.

Os que possivelmente lucraram com os malfeitos ou, pelo poder, fecharam os olhos para os deslizes, tem que ser responsabilizados na medida dos atos que cometeram, incluindo, além da questão penal, o ressarcimento aos cofres do Corinthians.

Vinicius Cascone, Augusto Melo, Fabinho Soldado e Marcos Boccatto
Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.