Qual será o limite do Corinthians?

Ontem, numa sequência de postagens exibicionistas, Kadu Melo, filho/sobrinho de Augusto Melo, também conselheiro do Corinthians, escreveu ‘O Céu é o Limite”.
A farra dos Melos, que aparenta ilimitada, ocorre há alguns dias nos EUA.
Há pouco mais de um ano, Augusto Melo declarou ao Imposto de Renda embolsar um salário mínimo mensal (pouco mais do que digitado nas quatro anteriores) e à Justiça enviou um Atestado de Pobreza, que acabou por contribuir no encerramento de um processo de execução fiscal, após condenação a pouco mais de dois anos de prisão.
Kaduzinho, com quem divide as delícias da Disney, quando muito, emprestava o nome para as espertezas do papai.
O que mudou na vida financeira deles neste período?
Oficialmente, o cargo de Augusto Melo, no Corinthians, não é remunerado.
Quais são as fontes de renda que surgiram após a última declaração ao Governo?
Em não havendo como comprová-las, é lícito supor que o cartola poderia estar, de alguma maneira, beneficiando-se do clube para enriquecimento.
Evidências não faltam.
Melo circula de Mercedes-Benz, SUV, etc, mas diz não ter pagado por nenhum dos automóveis.
O maior contrato do Corinthians resultou em investigação de desvio de dinheiro a contas controladas pelo PCC – que, segundo fontes, estaria satisfeito com sua vitória nas eleições alvinegras -, ocorrido através da participação de um intermediário que, dias antes, era funcionário de sua campanha.
Seus sócios de transações de jogadores no União Barbarense, que arrendou entre 2019 e 2020, foram empossados diretores das categorias de base; desde então, mais de 60 jogadores foram contratados.
Há ainda o controle sobre uma centena de lugares nos camarotes da Arena, a intermediação de ingressos (14 mil por jogo) e patrocínio (da mesma empresa investigada pelo negócio com o clube) aos Gaviões da Fiel, etc.
O limite de quem nunca comeu melado é se lambuzar.
A ostentação indica isso.
Qual será o do Corinthians?
Por enquanto, R$ 2,4 bilhões em dívidas, ampliadas em contratações que o clube não pode pagar – e outras mais que são especuladas por ocorrer -, resultaram na adesão ao Regime Centralizado de Execuções, antessala do pedido de Recuperação Judicial e possível falência.
Se houver 2025 para essa gente, pode não haver 2026 para o Corinthians.
É grande a responsabilidade de um Conselho deliberativo que, pela primeira vez na história, precisará lidar com o desafio de se contrapor aos interesses, segundo fontes, do crime organizado.
Por que os bandidos querem a permanência de Augusto Melo no poder?
O Blog do Paulinho desconfia.
As investigações da polícia de São Paulo e do GAECO, que já comprovaram o desvio de dinheiro do clube para contas ligadas ao PCC, talvez, em breve, amarrem as pontas ainda soltas.

