Sobre os pedidos de impeachments de Augusto Melo e Tuma Junior

Ontem, o TJ-SP de São Paulo derrubou a liminar que obstou recente votação de impeachment do presidente do Corinthians, abrindo caminho para nova reunião.
Três a zero.
Seja qual for o dia escolhido, Augusto Melo cairá – é forte sua rejeição no Conselho Deliberativo, inclusive entre muitos que o apoiaram.
Ao lado dele sobraram poucos inocentes, muitos pilantras e os que sobrevivem das migalhas do poder.
Seria inteligente que a presidência do Conselho Deliberativo aguardasse os trâmites do 2º processo de afastamento, orientado pelo CORI, para que, unificado com o primeiro, apresentasse aos conselheiros não apenas a visão de que o clube estaria tomado por ladrões – como de fato está -, mas que estes, além de tudo, são incompetentes na gestão, razão da comprovada gestão temerária.
Ousadia importante, que ocorre há algum tempo em agremiações vanguardistas, como o Vitória/BA, seria transmitir a sessão do Conselho Deliberativo, ao vivo, pelo canal oficial do Corinthians.
Há anos, as reuniões são marcadas pela extrema baixaria.
A torcida do Corinthians e os demais interessados poderiam verificar quais conselheiros, de fato, possuem nível para representá-los, os que agem como paus-mandados, os bandidos, entre outros.
Além disso, a exposição detalhada dos malfeitos de Augusto Melo seria revelada aos que, mesmo de boa fé, seguem enganados pela difusão orquestrada de fake-news, bancada pela diretoria.
A luz sobre as trevas impactaria no próximo passo, que é o de convencer o associado alvinegro, que votará em Assembleia Geral, sobre o que significaria manter a quadrilha à frente do Timão nos próximos anos.
Outro assunto que surgiu durante o dia foi o pedido de afastamento de Romeu Tuma Junior da presidência do Conselho Deliberativo.
O leitor deste blog sabe bem o que pensamos a respeito.
Mas não dá para levar a sério um documento nitidamente utilizado para desviar o foco dos acontecimentos, pessimamente fundamentado, a ponto de ninguém relevante ter a coragem de assiná-lo, sobrando colocá-lo em nome de Roberto William Miguel, representante máximo do que há de mais execrável em Parque São Jorge.

Conhecido no clube como racista (este jornalista é testemunha de vê-lo tratando, inúmeras vezes, o conselheiro André Negão e o blogueiro Silvinho como ‘macacos’), golpista (há fotos e vídeos que o colocam em portas de quartéis), mitômano, apoiador de violência (incluindo postagens fomentando a morte de esquerdistas e a propaganda de armas), capaz de circular no Corinthians trajado com a camiseta do Hezbollah.
Sujeito que tem recebido espaço de uma mídia que, se não desinformada, parece embolsar para dar-lhe voz.
Deveria estar preso, mas circula livremente na sede social do Corinthians.
Ainda que Tuma Junior mereça críticas duras sobre seu comportamento nos bastidores de Parque São Jorge, a peça protocolada na Comissão de Ética, previamente desmoralizada por assinatura tão lamentável, da conta de seus acertos: a instauração, ainda que a fórceps, do processo de impeachment, e o pedido de reforço policial quando os conselheiros eram ostensivamente ameaçados pela facção organizada que é alimentada pela diretoria.

