Indício de ‘lavagem de dinheiro’ no Corinthians precisa ser informado à polícia

A diretoria do Corinthians cedeu um camarote do estádio de Itaquera à empresa GCS Intermediação de Negócios, Consultoria Veicular e Alimentícia com a fatura paga pela ‘Vai de Bet’, que não mantém relação alguma com a ‘presenteada’.
Nem poderia.
A GCS existe apenas no papel.
Trata-se de mais uma, entre outras ‘alaranjadas’, que foi constituída em 30 de outubro de 2023, quando sabia-se que o vencedor das eleições do Corinthians seria Augusto Melo.
Algumas delas, como empresas de segurança, prestam serviços em Parque São Jorge.
À época, o departamento jurídico do clube, desconfiado, não recomendou o acerto, mas, ainda assim, o negócio foi fechado.
Detalhes podem ser conferidos no Blog do Perrone, que revelou o caso:
Corinthians acertou camarote com Vai de Bet apesar de compliance ver risco

Pelo clube, sob as ordens de Augusto Melo, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, o negociador era Bruno Brandespim, filho do famoso ‘Arizão’, notório espertalhão desde o período Dualib.
Estranhamente, a Vai de Bet, que rompeu contrato com o Timão alegando-se vítima de corrupção, pagou, antecipadamente, seis meses de camarote da GCS (de abril até setembro).
As mensalidades de outubro e novembro, a cargo da ‘alaranjada’, estão atrasadas.
Urge ao Conselho Deliberativo alvinegro informar à delegacia que investiga os rolos entre o Corinthians e o site de apostas sobre mais este nebuloso caso envolvendo os mesmos protagonistas.
Constituição da GCS, datada de 30 outubro de 2023, em nome de GUILHERME DE CARVALHO DA SILVA, 30 anos, ilustre desconhecido

Fachada da ‘empresa’ no endereço que consta no Contrato Social:

