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Desenha-se uma ditadura de Madame no Palmeiras

Leila Pereira e Jair Bolsonaro

Ontem (27), deu-se mais um passo para que o Palmeiras, em breve, esteja sob domínio absoluto de Madame Leila Pereira e seus métodos pouco ortodoxos de gestão.

A esposa do dono da Crefisa, patrocinadora do clube, foi reeleita conselheira com 387 votos.

Nunca outros conselheiros (excetuando-se a própria Leila, no pleito passado, com 248 votos), nem mesmo os que, efetivamente, trabalharam em favor da agremiação, tiveram resultado tão expressivo.

Há quem justifique esses números por conta de farta distribuição de ‘mimos’ durante a campanha.

O gabinete de Leila foi apelidado como Central do Boleto.

Conselheiros, cartolas e associados diversos teriam se beneficiados do desejo de Madame em ser presidente, caminho que somente seria ratificado com a confirmação do segundo mandato de conselheira.

Abaixo, vídeo em que o comitê de Leila (que aparece ao lado do agente de jogadores Olivério Junior) distribui presentes a votantes, em desacordo com determinações do clube que vedavam a boca-de-urna.

O poder de Leila, neste sábado, foi demonstrado não apenas pela resultado pessoal das urnas, mas pela quantidade de submissos que conseguiu emplacar no Conselho, pessoas que, desde já, estão compromissadas a dizer ‘amém’ aos desejos da Crefisa.

De 76 vagas disponíveis, Madame conquistou 50.

Nas eleições passadas outros 45 já estavam sob seu comando.

Ou seja, de 152 conselheiros, 95 beijam as mãos da patrocinadora, que mantém apoio também da facção Mancha Verde, a quem abastece com milhões de reais há alguns anos.

Desenha-se, nitidamente, não apenas a previsível eleição de Leila Pereira, daqui alguns anos, como presidente do Palmeiras – embora, de fato, já comande o atual gestor, mas o início oficial de um período sem contrapontos dentro dos órgãos fiscalizadores do clube.

Uma espécie de Ditadura da Crefisa.

Situação extremamente preocupante, levando-se em consideração o histórico recente de investigações dos quais foram objetos tanto Leila quanto seu esposo Lamacchia (que também foi eleito em chapa distinta à da esposa, em clara manobra para ampliar o domínio de ambos), além do óbvio conflito de interesses em representarem duas partes relevantes de um mesmo acordo comercial, sendo que uma delas, o Palmeiras, é devedora de R$ 160 milhões à empresa chefiada por sua provável presidente.

Tudo isso, com o exército da Mancha à disposição, para, talvez, ‘convencer’ os poucos oposicionistas sobre os risco de se insurgirem contra a mecenas de todos eles.

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