A promiscuidade sai da toca em Parque São Jorge

Logo mais às 12h, o departamento de bocha do Corinthians iniciará série de eventos ‘boca-livre’ que deverão tomar o Parque São Jorge até que a Assembleia Geral, pós-votação do Conselho, reúna-se para decidir se o presidente do clube merece ser afastado.
É a mesma prática utilizada nas eleições.
Votos no Corinthians são baratos.
A diferença é que os compradores, após o caso ‘Vai de Bet’ e das 54 contratações para as categorias de base, não poderão mais fingir que suas delinquências eram coisa do passado, e que nunca haviam lesado o clube.
Antes apenas ameaças, os métodos da Barbarense e do Água Santa tornaram-se rotina.
Há os que não se incomodam, desde que a cerveja esteja gelada, o churrasco no ponto e os ingressos no bolso.
Outros, por dinheiro.
Mas existem os que, de fato, foram enganados na primeira oportunidade.
Estes, aliados aos que alertavam antes da tragédia, poderão resgatar o Corinthians das garras do crime organizado.
O cartaz da ‘boca-livre’ une os dois operadores de Augusto Melo, os lamentáveis Claudinei Alves e Valmir Costa, com o desfrutável Osmar Stabile, vice-presidente e membro do mercenário ‘União dos Vitalícios’.
