Somente em 2024, Corinthians aplicou calote de R$ 181,7 milhões em impostos

Marcos Boccatto, Vinicius Cascone e Augusto Melo

Aproveitando-se que a pendência fiscal, dos anos anteriores, encontra-se parcelada, a nova gestão do Corinthians, ao mesmo tempo que compromete a vida financeira do clube, iniciou nova rodada de calotes em impostos federais.

Somente em 2024, o Timão deixou de pagar exatos R$ 181.734.589,03.

Os dados são públicos, mas foram ocultados no “Dia da Transparência”.

O extrato compreende 13 débitos com a União no valor total de R$ 141.621.160,64; 21 calotes tributários que perfazem R$ 32.218.476,46 e apropriação indébita de R$ 7.894.951,93 em FGTS.

Em recente entrevista, o presidente Augusto Melo garantiu que a obrigação trabalhista estava quitada.

Somados aos R$ 601,6 milhões parcelados (2023 para trás), a dívida total do Corinthians com o Governo é de R$ 783,3 milhões.

Praticamente um novo estádio de Itaquera.

Especula-se nos bastidores do Corinthians que o clube estaria preparando-se para ingressar em Recuperação Judicial com objetivo posterior de vender o futebol a investidores.

O não pagamento destas pendências, apesar do farto dinheiro disponível no primeiro semestre, aliado aos mais de R$ 200 milhões gastos em aquisições de atletas, corroboram para esta perspectiva.


Dívida Tributária (total) do Corinthians com a União (R$ 181.734.589,03):


13 débitos com a União no valor total de R$ 141.621.160,64 (com os números das DARFs):


21 calotes tributários que perfazem R$ 32.218.476,46 (com os números das DARFs):


Apropriação indébita de R$ 7.894.951,93 em FGTS

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