O horror no Conselho Deliberativo do Corinthians

No início da semana, o Conselho Deliberativo do Corinthians reuniu-se para ter acesso a parecer da Comissão de Justiça que, ao enviar o nome de Augusto Melo, presidente do Corinthians, à investigação na Ética, iniciou os trâmites que podem levar ao impeachment do Presidente da Diretoria.
O clima na reunião era de banditismo.
Gaviões da Fiel na porta, seguranças, alguns ligados a facção criminosa, olhando ostensivamente para opositores e conselheiros do mesmo padrão intimidando os demais.
Dentre os horrores, destacaremos a intimidação ao conselheiro Paulo Roberto Bastos Pedro.
Segundo testemunha, Paulo, em seu momento de fala, questionou Augusto Melo sofre diversas ilegalidades cometidas na gestão, entre as quais o caso Vai de Bet.
Perguntou também qual a função de Kadu Melo, sobrinho/filho do Presidente, no departamento de futebol – o qual infelicita, diariamente, principalmente em dias de jogos.
Tuma Junior, em absoluto desrespeito a quem, por direito, era detentor da palavra, sugeriu que as perguntas fossem enviadas por escrito, para que Augusto as respondesse quando tivesse vontade.
Com a discordância do conselheiro, Augusto Melo se calou.
Ao retornar a seu lugar, Paulo Pedro foi intimidado, aos berros, por Kadu Melo: “Você está querendo aparecer”.
Retrucou: “você é moleque!”.
Cercado de seguranças, Augusto Melo insinuou partir para a agressão, mas foi contido por outros conselheiros.
“Você não deveria ter mexido com a milha família”, intimidou o presidente do Corinthians.
“Eu só fiz perguntas…”, respondeu Paulo.
Ao final, Tuma Junior teve que engolir o envio do nome de Augusto Melo às tratativas que poderão eliminá-lo, aos menos por dez anos, da vida política do Corinthians.
Este é o clima em Parque São Jorge.
Diante das possibilidades, inclusive de prisões, oriundas de investigações policiais em curso, a tendência é piorar.
