Agredido se junta ao racista no jogo do Botafogo contra o Palmeiras

Ontem, em meio à partida entre Botafogo/RJ e Palmeiras, pelas oitavas de final da Libertadores, um racista trajado com a camisa do Glorioso imitou macaco em direção a torcedores palestrinos.
Ao seu lado estava um homem preto.
Este, em vez de chamar a polícia, sorriu e continuou confraternizando com o pilantra.
Não se espera, por conta da violência urbana, que todos os atingidos por racismo tenham coragem de se atracar com o agressor – a obrigação é da polícia e do sistema judiciário -, mas é surreal que se comportem, no mesmo instante, como se nada tivesse acontecido.
Pior, achando graça.
Reflexo, provavelmente, de anos de normalização da convivência tóxica entre agressores e agredidos, estes levados a acreditar que não havia preconceito no comportamento de supostos amigos.
Ainda bem, mesmo que a passos lentos, as coisas estão mudando.
O Botafogo ficou de identificar o racista e levá-lo às autoridades.
Os amigos do agredido passivo deveriam fazer o mesmo, para explicarem-lhe o real contexto da situação em que coadjuvou.
