O peso nos ombros da Fadinha

Em Tóquio, Rayssa Leal, aos 13 anos, nitidamente se divertiu nas Olimpíadas 2021, quando chegou ao torneio como promessa do esporte brasileiro.

O descompromisso com o resultado, aliada à inquestionável qualidade, facilitou-lhe o caminho à medalha de Prata.

Três anos após, Fadinha chegou à Paris 2024 noutro patamar.

Carregando consigo o feito olímpico e os diversos títulos do período.

Desta vez favorita, sentiu a pressão.

Basta comparar os vídeos de Tóquio com os de Paris para notar a diferença do sorriso descontraído para a expressão de nervosismo.

De fato, o barulho da torcida deve ter ampliado o sentido da responsabilidade, como confessado pela própria Rayssa.

Ainda assim, num último giro sensacional, a jovem, agora com 16 anos, conquistou o Bronze.

Um fenômeno.

Muitos Olimpíadas, supondo-se que Fadinha mantenha-se entre as melhores do planeta, estão por vir.

O peso nos ombros tende a aumentar.

Seria inteligente unir acompanhamento psicológico aos treinamentos.

A ação parece necessária para ajudar quem se tornou tão gigante em tão pouco tempo de vida.

Rayssa é gênio, mas também ser-humano.

O exemplo de Simone Biles é importante e deve servir como prevenção a todos os que, por conta da profissão, trabalham no limite da cobrança pública.

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