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Vereador ataca bolivianos para favorecer comerciantes do Brás

Adilson Amadeu

Há, no bairro do Brás, às sextas, sábados e domingos, uma feira realizada pelo povo boliviano, que imigrou para São Paulo, muitos deles em condições de semi-escravidão, talvez a unica válvula de escape para que possam relaxar após horas extenuantes de trabalho ou até auferir lucro extra, com comercialização de produtos típicos.

É realizada na Rua Coimbra – num trecho dela, após a rua Bresser – tendo inicio perto da hora do almoço, finalizando no início da noite (menos às sextas-feiras, em que se utilizam do final da tarde para a noite).

Como é de se prever, pela baixa renda e escassez de recursos dos envolvidos, o visual não é dos mais bonitos, embora, pelo menos para este jornalista, morador da região, não incomode.

Pelo contrário.

Serve até para que se possa avaliar e, porque não, aprender, como povos de culturas diferentes fazem para sobreviver em situações como as descritas, sem perder a alegria, muito menos as origens.

Mas há um vereador, Adilson Amadeu (PTB), que possui colégio eleitoral na região, além de sua empresa, a SODESP, que, fomentado pelos comerciantes locais, muitos deles “investidores” de suas campanhas, decidiu comprar briga com os imigrantes.

Comerciantes que, por sinal, não são atingidos em nada pelos bolivianos, haja vista que a rua Coimbra, tirante uma ou outra exceção, naquele trecho, é absolutamente residencial.

Mas possuem a prepotência dos que, com muito dinheiro e pouca cultura, sentem-se os “donos do pedaço”.

Separamos, abaixo, trechos do discurso de Adilson Amadeu, na Câmara, que demonstra sua predisposição ao conflito, além de indicar claro preconceito contra um povo humilde, trabalhador, mas que comete o pecado de não possuir título de eleitor.

“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, quero fazer uma manifestação a respeito de uma feira boliviana. São seres humanos bolivianos que fazem uma feira na Rua Coimbra, no Brás. Porém estão fazendo a 
feira sem licença da Prefeitura, às sextas, sábados e domingos.”

“O Secretário dos Direitos Humanos e o Subprefeito da Mooca estão tratando a situação da feira da Rua Coimbra como mais uma feira, como mais barracas em São Paulo, com a maior naturalidade. Queria dizer ao Sr. Secretário de Direitos Humanos que a vontade que eu tenho – logicamente, não posso – é levar a feira para a porta do Secretário.”

“Nobre Vereadora Patrícia Bezerra, sei que V.Exa. faz a defesa dos jovens seres humanos bolivianos, que trabalham confinados nas confecções, mas precisamos separar trabalho de diversão. É diversão numa rua, mas estão tirando o direito daqueles que pagam IPTU, dos que têm seus comércios na Rua Coimbra, e isso não pode.”

“E mais – quem está falando é Adilson Amadeu: estive lá de madrugada, eles bebem demais, batem uns nos outros, deixam a rua suja.”

(NOTA DO BLOG: não há um,a testemunha sequer que ateste a presença de Adilson Amadeu no local.)

“Vamos arrumar um local para esses seres humanos se divertirem; poderão ter boxes para vender pastel, confecção, chá de coca, que tomam no final da noite e é permitido na Bolívia e aqui.”

(NOTA DO BLOG: o morador mais antigo do bairro do Brás, conhecedor das práticas de Adilson Amadeu na região, ao vê-lo criticar qualquer coisa relacionada a “coca”, vira para o lado, evitando comentar…)

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