Patrocínio de Diretor Cultural ao Corinthians é imoral

Sem prévia consulta ao conselho, Raul Corrêa da Silva, diretor cultural do Corinthians, decidiu patrocinar o próprio departamento, através da empresa BDO/RCS, da qual é um dos acionistas principais.

Material com o logo da empresa relacionado ao clube está sendo divulgado.

Corrêa iniciou campanha de arrecadação de fundos para viabilização de iniciativas de sua pasta.

Até recente alteração do Estatuto do Corinthians, a medida era ilegal; após pressão de grupos políticos, interessados em manter negócios com o Timão, a clausula foi abolida.

Mas a moralidade, obviamente, está atingida.

Trata-se do diretor do departamento precificando o valor do patrocínio a ser pago pelo próprio, sem a existência de concorrência.

Atrás da imagem de benfeitor, que está sendo divulgada pelo próprio, está o lucro com a exposição da marca associada ao Corinthians.

Não é a primeira vez que Raul Corrêa utiliza-se do Timão para favorecer seus negócios.

Há alguns anos, no mesmo período em que avalizava os acordos do clube com a Odebrecht, o cartola, em claro conflito de interesses, assinou contrato milionário de auditoria com a construtora.

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