Corinthians ampliará ‘investimento’ em setores tocados por sócios do Presidente

Vinicius Cascone, Fabinho Soldado, Augusto Melo e Marcos Boccatto

Sem amenizar um centavo da folha de pagamento do futebol, conforme promessa de campanha, o agente de jogadores Augusto Melo, presidente do Corinthians, começará a distribuir recursos que o clube não tem a departamentos tocados por seus sócios.

A ordem é tomar empréstimos para fomentar as categorias de base e os esportes olímpicos.

R$ 200 milhões estão em negociação com a XP como antecipação dos direitos de TV do Brasileirão.

Se fechado, o dinheiro será, em parte, desviado a estas finalidades.

Na base, os gestores da grana serão Valmir Costa e Claudinei Alves – a turma do Barbarense.

Marcos Boccatto, ligado ao Agua Santa, é o responsável pelos esportes olímpicos, com cargo, remunerado, de Superintendente, sobrepondo-se aos poderes do diretor de Esportes Terrestres, que servirá apenas para assinar a papelada.

A ideia sequer é original.

Nos anos 2000, Eurico Miranda fez o mesmo com o Vasco da Gama, que, após o rombo nos esportes olímpicos – gerador de dezenas de ações trabalhistas, nunca mais se recuperou financeiramente, amargando grande sequencia de rebaixamentos no futebol.

Fomentar outras modalidades que não apenas o futebol seria nobre desde que, efetivamente, com dinheiro do Corinthians e administrado por especialistas nos assuntos.

Claudinei é empresário do entretenimento masculino, Valmir, ‘envelopador’ de geladeiras e Boccato sindicalista ‘profissional’.

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