Diante do grande volume de informações geradas nos últimos meses sobre os candidatos à presidência do Corinthians, não há como o eleitor se enganar.

Quem vota em Andre Negão ou Augusto Melo sabe exatamente o produto que está comprando.

O candidato de situação representa a continuidade do que vem ocorrendo no clube ao longo de dezesseis anos e, assim como os antecessores, possui obscuridades na biografia.

Assumidas, a bem da verdade.

Negão, dentro do Corinthians, atuou em diversos departamentos, destacando-se, antes da ascensão da Renovação e Transparência, o período de categorias de base e, após, como espécie de Prefeito de Parque São Jorge.

Enquanto os presidentes mandavam no futebol, André era o real gestor da sede alvinegra.

Este é o parâmetro, efetivo, de avaliação de sua candidatura.

Augusto Melo também tem referências.

Na biografia, complicada, possui uma ‘vantagem’ sobre o adversário: condenado a dois anos, dez meses e vinte dias de prisão, por sonegação de impostos; a pena foi integralmente cumprida com prestação de serviços comunitários e perdão, recente, da dívida, por comprovação de extrema pobreza.

Na condição de administrador existem dois exemplos, reais, a serem observados.

Melo atuou pouco mais de um ano nas categorias de base do Corinthians, na gestão Roberto Andrade, sempre em posição subalterna, de onde saiu após período de escândalos.

Sua única experiência como cartola ocorreu na Barbarense.

E não foi das melhores.

Augusto transformou o clube em balcão de negócios, tomou 80% dos direitos dos jogadores, não se opôs a ‘achaques’ a pais de garotos, classificou o time na última colocação da Copa São Paulo e abandonou a agremiação em estado de insolvência.

Desde então sobrevive de negociar jogadores e de aportes financeiros dos que apostam nele para conseguirem negociar com o Corinthians.

Quaisquer informações diferentes destas, de ambos os candidatos, são frutos de criações de marketing e conivência da imprensa.

Seja por má informação ou adesão.

Nenhum deles é santo, mas há se redobrar a atenção com os que assim se apresentam.

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