Suspeito de superfaturamento, CREA-SP tem dados de usuários vazados na internet

Segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, o CREA-SP foi o órgão pior avaliado no que diz respeito ao sigilo de seus usuários.
Ultrapassou o INSS, que era detentor do inglório título.

Diz o terceiro parágrafo, na 10ª Página, do relatório da ANPD:
“Considerando os agentes de tratamento individualmente, notou-se que o mais denunciado (33) foi o CREA/SP, em virtude de ataque hacker que culminou em extração de dados pessoais dos profissionais registrados.”
Fonte do CREA garante que os efeitos da invasão seriam minimizados – se é que o ataque teria êxito – se medidas preventivas sérias tivessem sido tomadas:
“(…) o CREA/SP investiu nesses últimos anos, milhões de reais em contratos superfaturados em Tecnologia da Informação (TI) que, inclusive, são alvos de investigação pelo Tribunal de Contas da União – TCU”
“Como pode um órgão como o CREA/SP investir tanto dinheiro público em segurança e ainda assim ter dados vazados por invasões de hackers?”
A página onze do relatório da ANPD, em seu segundo parágrafo, é também reveladora:
“No que tange ao Setor Público, foram encontradas denúncias em face dos mais diversos órgãos e entidades públicas.”
“Quase a metade das denúncias relativas ao setor público é contra o CREA/SP (28%) e contra diversas prefeituras (20%).”
“Em desfavor do INSS foram 10% das denúncias.”
Em 2022, Vinicius Marquese, presidente do CREA, foi candidato a Deputado Federal, em campanha que gerou desconfianças pelo volume de dinheiro.
“Era incompatível com os rendimentos dele”
Marquese concorre agora à presidência do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), e tem percorrido o país em campanha.
Nesta empreitada, o candidato é apoiado por Joel Kruger, acusado por manobras eleitorais suspeitas em recentes pleitos do CREA-SP.
