Dono da base do Corinthians é ligado, também, a jogatina esportiva

Andres Sanches e Jaça

Há anos os membros do Conselho Deliberativo do Corinthians, entre os quais delegados de policia, promotores, juízes e desembargadores, fingem não saber que o notório contraventor Jaça é gestor das categorias de base do clube.

Questionados, recentemente, o presidente Duílio ‘do Bingo’ e o então diretor jurídico, Herói Vicente, desconversaram.

Vicente é advogado de Jaça.

Recentemente, o Blog do Paulinho divulgou vídeo com festanças bancadas pelo contraventor, com a presença de diversos conselheiros, entre os quais Carlos Elias, vulgo Dr. Viola, membro da Comissão de Sindicância alvinegra, que, em tese, julgaria os deslizes de Jacinto.

Lá estava também o ex-jogador Marcio Bittencourt, supervisor das categorias de base.

Se a contravenção ligada ao Jogo do Bicho é tratada por muitos, em Parque São Jorge, como problema pessoal de Jaça, o mesmo não poderia ser falado sobre operar esquema de apostas esportivas.

É inadmissível que o comandante de dezenas de jogadores, treinadores e cartolas de um departamento de futebol dependa da movimentação nos gramados para ganhar dinheiro.

Qual atleta, ainda menino, teria coragem de negar um pedido de quem decide o seu futuro esportivo?

E os profissionais?

Recentes investigações, amplamente divulgadas pela mídia, comprovam que também podem ser cooptados.

O Blog do Paulinho recebeu denúncia de que o grupo de Jaça teria expandido as atividades para a venda de apostas esportivas.

Estas seriam recolhidas em pontos de ‘jogo de bicho’, através de maquininhas de cartões de crédito adaptadas para o delito.

A empresa, formalizada no paraíso fiscal de Malta, seria a ‘FourBet’, que possui até site: http://fourbet.com, com registro de propriedade nos EUA, cuidadosamente ocultando o responsável pela aquisição.

Porém, descobrimos tratar-se de Matheus Miguel, jovem programador, que mantém outros domínios de jogatina registrados em seu nome.

Fonte do blog garante ter formalizado aposta num dos endereços atribuídos a Jaça; no comprovante, a marca ‘fourbet’ é acompanhada do nome do cambista e também a identificação do apostador.

O vencedor oe jogo efetivado através de maquininha terá, como ocorre no jogo de bicho, que apresentar o comprovante e aguardar até 72 horas para pagamento.

Além do relato da testemunha, que precisa ser apurado pelas autoridades, encontramos outros indícios que ligam Jaça à ‘Fourbet’.

Seu filho, Harley – que também é conselheiro do Corinthians, publicou no facebook vídeo com reforma das quadras do estabelecimento ‘Arena 33” – que é do contraventor, com o logo da empresa de jogatina pintado, além de agradecimento explícito a quem trata como ‘patrocinadora’:

Nas redes sociais da ‘fourbet’, além de explicita venda da maquininha – que é ilegal, há a menção, em hashtag, do termo ‘jogo do bicho’.

Diante destas evidências, que se juntam a tantas outras, a continuidade de Jaça no comando das categorias de base do Corinthians, que já era constrangedora – a ponto de ser ocultada, passa a ser ainda mais temerária.

Urge o afastamento.

Sob risco dos jovens jogadores alvinegros ficarem marcados em possíveis jogadas que seriam apenas equívocos, mas estariam sempre sob suspeita diante da influência sugerida.

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