Defesa de Cuca utiliza a tática da confusão

Ontem, Daniel Bialski, advogado de Cuca e também da ilibadíssima ‘Micheque’ Bolsonaro, tornou a atacar jornalistas, a quem ameaçou com ações cíveis e criminais.
Entrou num podcast, como se não fosse combinado, através do celular de um destes espertalhões da mídia.
Disse que a Justiça alemã autorizou acesso da defesa a alguns trechos do processo, que serão traduzidos para o português.
Tentou ainda desqualificar a possível utilização, à época, do exame de DNA, ao qual tratou como experimental.
Contextualizada a descontextualização, vamos aos fatos.
O mesmo processo que Bialski utilizará, em partes, para tentar desqualificar informações confirmadas pela justiça suíça, entre as quais a de que o sémen de Cuca estava no corpo da vítima, foi sentenciado e transitado em julgado com a condenação dos malfeitores pela participação no estupro de uma garota de 13 anos.
Todo o resto, como utilizar-se de folhas soltas numa ação que, por óbvio, deve ser analisada como um todo – e assim ocorreu pelos juízes, trata-se de construção de narrativa.
Não prova nada, mas poderá confundir os incautos.
Talvez seja o objetivo, assim como, diante do custo da operação, o de aumentar o boleto de um condenado desesperado.
