‘Assédio’ é o principal problema da contratação de Luxemburgo pelo Corinthians

Aposentado desde 2021 – no ano seguinte tentou, sem sucesso, concorrer ao Senado, V(W)anderlei(y) Luxemburgo, por força de amigos, desde ontem é o treinador do Corinthians.
O lobby, fortíssimo, uniu situação e oposição do Timão.
Ainda que fosse um treinador atualizado, o que não é o caso, o extra-campo de Luxa, num ambiente corporativo razoável, deveria servir para vetá-lo.
Mas o chefe do compliance alvinegro, consultado, também foi favorável à contratação.
‘Assédio’ é o principal problema da contratação de Luxemburgo pelo Corinthians.
Não estamos tratando do famoso caso da manicure, do qual ele foi absolvido nos anos 90, período em que a sociedade e a justiça tratavam esse tipo de crime com olhar diferente.
Cuca, por exemplo, trabalhava sem questionamentos e o Timão nem pensava em realizar a campanha ‘#respeitaasmina’.
Raros eram os homens condenados em situações assemelhadas às que o treinador foi acusado.
O ‘assédio’ a que este blog se refere teria como vítimas os jogadores de futebol.
São inúmeros os casos, pretéritos, que citam Luxemburgo como ‘negociador’ de atletas; em muitas destas situações, em possível parceria com cartolas.
Há, inclusive, quem afirme a existência de condicionante de escalação à adesão do sistema.
Nos próximos dias este blog relembrará várias destas polêmicas.
Luxa é citado em rolos no Joinville, Flamengo, ASA, Mixto, Santos, Palmeiras, Seleção Brasileira, na China, entre outros.

O treinador foi proprietário, também, do IWL, franquia de cursos esportivos, apelidada ‘Faculdades Madureira’ – alcunha de quando vendia carros usados no Rio de Janeiro -, que faliu devendo a funcionários e fornecedores.
Nela, um árbitro, à época em atividade, recebia dinheiro para trabalhar enquanto, ao mesmo tempo, apitava jogos de equipes de Luxemburgo.
A CPI do Futebol comprovou sonegação de impostos e falsidade ideológica do ‘novo’ treinador do Corinthians.
Luxa não soube explicar a origem de módicos R$ 10 milhões em sua conta corrente.
Por conta da fraude na documentação – que lhe acrescentava três anos à idade, precisou trocar o ‘W’ de Vanderlei por ‘V’, e o ‘y’, por ‘i’.
Em 2009, em coletiva do Santos Futebol Clube, o Blog do Paulinho, então com apenas dois anos e meio de existência, confrontou Madureira sobre estes assuntos, que, em vez de responder, socorreu-se de ‘fake-news’.
Vale a pena conferir:
Em 2012, Luxemburgo, por falsidade ideológica, foi condenado a um ano e meio de prisão, quando tentou enganar a Justiça Eleitoral apresentando-se como morador de Tocantins.
A pena foi substituída por sanção alternativa.
Evidencia-se que, em decadência, há mais de uma década o treinador tentava trocar o futebol pela política.
Intenção retomada em 2022, quando, novamente, tentou o Senado, mas foi preterido, na última hora, pela escolha do partido.
Anos antes, em 2017, após diversas tentativas frustradas, o árbitro Rodrigo Martins Cintra, após ser ofendido em termos homofóbicos, conseguiu receber R$ 150 mil devidos pelo treinador.
“O juiz apitava e olhava pra mim em toda falta que marcava. Ele não parava de olhar. Eu não sou veado. Talvez seja pela minha camisa rosa”.
A condenação – mais uma, desta vez por preconceito, em condições normais, envergonharia a coletividade corinthiana.
Recentemente, acordo judicial entre Luxemburgo e Marcelinho Carioca, que o cobrava na Justiça após vencer ação cível, foi anulado por ‘fraude’, situação de conluio que talvez explique o lobby do ex-jogador para a contratação do treinador, principalmente agora que, autorizado por Duílio, tem ‘sugerido’ jogadores para o Corinthians; Barletta é indicação do ‘pé de anjo’.
São tantas as razões que deveriam impedir o Corinthians de contratar Madureira como treinador, entre desempenho profissional e comportamento pessoal, que, além do lobby de amigos, é lícito desconfiar das intenções do Presidente Duílio ‘do Bingo’, que tem apenas sete meses restantes para amenizar, através do clube, os graves problemas financeiros de sua família.
