Um atraso, uma preocupação e bons avanços para o próximo Brasileirão

A CBF, atendendo a lobby dos clubes das Séries B, C e D, atrasou a mudança do número de rebaixados do Campeonato Brasileiro, discutida para cair dos atuais quatro, para três.

Em 2024, tudo indica, será inevitável – se não houver a união das Ligas, o que implicaria em deixar a Casa Bandida de fora das decisões.

Ao menos, houve avanços para 2023.

A adoção do acréscimo de jogo sob critérios da Copa do Mundo, assim como passar no telão, com áudio disponível ao público, as decisões do VAR, fruto do sucesso no Mundial de Clubes, tratam-se de grandes acertos, que minimizam as teorias da conspiração.

É ótima a paralisação do torneio em datas FIFA, mas seria ainda melhor se adotado, como prática mundial, o calendário utilizado nos mais relevantes campeonatos do planeta, da metade de um ano a outro.

Por fim, a preocupação: o acréscimo de cinco para sete estrangeiros em cada clube beneficiará a quem?

As agremiações ou o notório conluio entre intermediários e dirigentes?

A maior parte dos estrangeiros contratados são inferiores aos brasileiros que surgem nas categorias de base das equipes, salvo pontuais exceções conhecidas de todos.

Nesse contexto, a probabilidade maior é a de que muita gente ruim, mas propiciadora de comissionamentos, tome a vaga de possíveis promessas, a serem negociadas ainda no ninho, obstando a necessária renovação do futebol brasileiro.

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