Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Sou adepto da integridade, simplicidade e respeito que estão instalados na teoria e colocada no dia, dia das pessoas desprovidas da detestável ambição”
Adágio de: Euclydes Zamperetti Fiori
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Com um pé atrás

Observo movimentações objetivando reerguer o quadro associativo SAFESP, outrora basal entidade dos árbitros do futebol pátrio.
Explico
Ao assumir a presidência do SAFESP depois de eleito para o primeiro mandato, Arthur Alves Junior recebeu do antecessor e falecido Dárcio Pereira, vice-presidente do Sergio Correia que se afastou para assumir cargo na CBF, cofre bem abastecido.
Fundamentado
No saldo financeiro, Arthur proporcionou cerimonia de alto padrão no dia que oficialmente se assentou na cadeira presidencial.
Aquém disso
Apoiado no estatuto segundo informações, estabeleceu aguçada retirada mensal, usou e abusou do cartão bancário nos seus dois mandatos e, junto com o tesoureiro Carlos Donizeti Pianosqui, deixou caixa zero para o atual legatário.
Não
Conseguindo se candidatar para terceira reeleição, foi exercer o cargo de presidente da CA da Federação Paraibana de Futebol, permanecendo até o presente.
Estes fatos
Somado ao descumprimento do apalavrado na campanha eleitoral e o descaso do presidente, sua vice e diretores, com a omissão dos árbitros federado e amadores, estão colocando SAFESP a desaparecer.
Para concluir
Reforço esperança na provável convocação de assembleia para avaliar reintegração dos associados inadimplentes que estejam cônscios da necessidade de apoiar plano salvador que seja tocado por quem tenha idealismo, não nos interesses individual ou empresarial.
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6ª Rodada da Série A do Paulistão 2023 – Sábado 04/02
Palmeiras 3 x 1 Santos
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
VAR
Adriano de Assis Miranda
Item Técnico
Trabalho normal do árbitro e assistente
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para alviverdes e 02 para alvinegros praiano
Corinthians 2 x 0 Botafogo
Árbitra: Edna Alves Batista (FIFA)
VAR
Marcio Henrique de Gois
Item Técnico
Trabalho normal dos representantes das leis do jogo; com ressalva: nos dois momentos da paralização e reinício com bola ao chão nas ocasiões em que a bola bateu no corpo da árbitra
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para corintiano, idem a botafoguense
Portuguesa de Desportos 0 x 1 Inter de Limeira
Árbitro: Raphael Claus (FIFA)
VAR
Vinicius Furlan
Item Técnico
Trabalho sem dificuldades
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para lusitanos e 02 para limeirenses
7ª Rodada – Quarta Feira 08/02
Red Bull Bragantino 2 x 1 São Paulo
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
VAR
Jose Claudio Rocha Filho
Item Técnico
Trabalho tranquilo do árbitro e assistente, principalmente no lance do gol são-paulino sinalizado por Galoppo, corretamente confirmado pelo VAR
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para bragantinos, incluso auxiliar técnico Pedro Gonçalo Fernandes Malta e 01 para são-paulino
Quinta Feira 09/02
Palmeiras 2 x 0 Inter de Limeira
Árbitro: Edna Alves Batista (FIFA)
VAR
Vinicius Furlan
Item Técnico
1º – Apontou a marca da cal mas deixou de cumprir a lei do jogo por não ter expulso o goleiro da Inter, muito menos o cartão amarelo, no instante que cometeu a penalidade no palmeirense Endrick que continha total possibilidade de mandar a bola pro fundo da rede
Penalidade
Rafael Veiga bateu e abriu o placar: Palmeiras 1 x 0
2º – No ato com visão total deixou de marcar a penalidade máxima cometida por Douglas Silva Bacelar, camisa 03, no palmeirense Dudu
VAR
Pediu que rever o lance no monitor; foi, viu, reviu e voltou apontando a marca da cal. Dudu cobrou, errou: bola foi pra esquerda do goleiro, mas pra linha de fundo
3º – Acertou no ato apontando penalidade máxima cometida pelo atleta camisa 06 da Inter no palmeirense Giovani. Rafael Veiga bateu, goleiro defendeu
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor o Gigante de Limeira
São Bernardo 2 x 0 Corinthians
Árbitro: João Vitor Gobi
VAR
Adriano de Assis Miranda
Item Técnico
Os representantes das leis do jogo não interferiram no resultado
Apesar disso
Sou convicto que o árbitro deva ser orientado a não deixar que se faça rodinha de litigantes quando de sua determinação
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para defensores do Vovô do ABC, incluso técnico Marcio Zanardi Gomes da Silva e 03 para corintianos
Coluna em Vídeo
Por razões técnicas, não publicaremos a versão em vídeo da Coluna do Fiori, que retornará na próxima semana.
Desde já pedimos desculpas pelo incinveniente.
Política
Em defesa da Constituição

Não há registro em nenhum país democrático de um ataque simultâneo às sedes dos Três Poderes. O que assistimos no Brasil tem de ser repudiado
O fantasma de um novo golpe de Estado continua rondando o Brasil. Os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 – o dia da infâmia política da nossa história republicana – poderão se repetir. A tarefa republicana e democrática é de ir até o fim nas investigações sobre os autores da ação golpista, bem como dos seus mentores e financiadores. Até o momento as autoridades têm conduzido com eficiência e rapidez as investigações. Não é um processo fácil, pois envolve centenas de pessoas. E não vai causar estranheza se for encontrando estrangeiros que se envolveram na ação golpista e terrorista, no dizer do ministro Alexandre de Moraes.
Não há registro em nenhum país democrático de um ataque simultâneo às sedes dos três poderes. O que assistimos no Brasil tem de ser repudiado, mas, apenas o repúdio não basta. Faz-se necessário uma dura resposta dos poderes constituídos. Os instrumentos legais e a estrutura para as ações estão dadas. A questão, portanto, é de uma decisão democrática, firme, na defesa institucional do Estado democrático de Direito.
Por si só, a Constituição cidadã não sobreviverá. Ela necessita da sociedade civil e de seus representantes na estrutura estatal. O País desprezou ataques sistemáticos à democracia realizados desde a sua promulgação. Jair Bolsonaro é um exemplo. Como parlamentar, especialmente em aparições televisivas, debochava dos valores constitucionais, defendia a adoção de uma ditadura no Brasil e propôs o fuzilamento do presidente Fernando Henrique Cardoso. No dia da votação de autorização para a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ele, ao votar, deu loas a um dos mais famosos torturadores da ditadura militar, o coronel Carlos Alberto Ustra. Todas estas ações foram recebidas como espécies de chistes de um parlamentar considerado por muitos como um détraqué.
Como consequência, houve a naturalização do discurso extremista, dos “engenheiros do caos”, no dizer de Giuliano da Empoli. Ou seja, não foram ações no interior da divergência democrática, da pluralidade de pensamento, dos valores constitucionais. O que ocorreu foi um ataque sistemático à democracia como valor universal e pilar central do edifício legal da Constituição de 1988. Para que a história não se repita será necessário um conjunto de atividades tanto no campo legal – no aperfeiçoamento, se necessário, da legislação – como também da presença da Constituição – até no sentido material – em cada lar, em cada escola, na sociedade, no cotidiano das nossas vidas.
Marco Antonio Villa: é um historiador, escritor e comentarista político brasileiro – Publicado Na revista IstoÉ do dia 10/02/2023
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Finalizando
“Jurei a Constituição, mas ainda que não a jurasse, seria ela para mim uma segunda religião”
D. Pedro II: foi o segundo e último monarca do Império do Brasil
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-11/02/2023
