E se a Juventus estivesse no Brasil?

A Juventus, principal clube da Itália, perdeu 15 pontos no Campeonato Italiano porque se valeu de fraude fiscal para fechar suas contas.
Seria punida se estivesse no Brasil?
Assemelhado em relevância à agremiação italiana, o Corinthians teve quatro cartolas indiciados, em três ações, por crimes fiscais no exercício de seus cargos no clube, que, assim como a Juve, fraudou o pagamento de impostos.
A Justiça obrigou o Timão a pagar R$ 100 milhões para não ter os dirigentes na cadeia com a obrigação, ainda, de não atrasar as parcelas restantes.
O que fez a CBF?
E a FPF?
E o STJD?
Absolutamente nada.
Após isso, publicamente, o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, acusou o antecessor, Raul Corrêa da Silva, de maquiar os balanços do clube.
A acusação consta em ata.
Se adotada na justiça desportiva do Brasil a rigidez italiana com relação a delitos graves, como é a sonegação, esse tipo de situação não voltaria a ocorrer e, em acontecendo, daria margem para que conselheiros e associados dos infratores, amparados nas punições esportivas, retirassem do poder esse tipo de gente.
