Enfim, Santos homenageia Pelé como se deve

Após diversas tentativas ao longo dos anos, enfim, o Conselho Deliberativo do Santos autorizou que uma coroa, alusiva ao Rei Pelé, fosse incorporada ao distintivo do clube.
Antes, por razões políticas, a sugestão sempre era negada.
Frequentemente com o apoio de ex-presidentes e até de alguns que, agora, mudaram o entendimento, talvez pela comoção diante do estado de saúde do ex-jogador.
Em regra, ao falar sobre grandes craques de uma equipe, se diz que determinado jogador não é maior do que o clube.
Pelé é a exceção.
O Santos, antes dele, era um time do Litoral de São Paulo menor, por exemplo, do que representaram Guarani e Ponte Preta nos anos 70 e 80.
A coroa em meio as estrelas de dois títulos mundiais conquistados sob a regência do Rei do Futebol possui simbolismo, e mérito, inquestionáveis.
Andres Rueda, presidente do Peixe, deveria aproveitar e aposentar a camisa 10, pois, de certo, nunca mais será utilizada – com não vem sendo – com a mesma relevância e competência.

Mintchura, recalque de corintiano complexado. O que era o modestão da marginal sem número antes de 1990. Só havia, até então, podido circular na jurisdição do estado de São Paulo. Sequer podia circular além das divisas do estado de São Paulo. Só tinha campeonatos paulistas na sala de troféus, e só foi dar a primeira volta olímpica fora do Brasil 102 anos após ser fundado. Menos, caro Paulinho, bem menos. O Santos FC, todos sabemos, é a espinha na garganta da paulicéia, bem como, e principalmente, dos torcedores do modesto da marginal sem número, pois a Baixada Santista é a única região do estado de São Paulo em que a torcida do Corínthians não é a maioria. É o único enclave livre do estado. Lá, na Baixada Santista, a maioria da população, mais de 70%, sempre foi, é e será de torcedores do Santos FC. E isso machuca muito, dói o cotovelo dos narizes empinados da capital do estado.