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Rodrigo Varanda, o empresário e o condenado por tráfico internacional

“Uma delas (células criminosas) era liderada por um trio, que está preso. João dos Santos Rosa, Rodrigo Gomes da Silva e Ângelo Marcos Canuto são sócios de uma empresa de entregas na zona leste, que segundo a polícia servia para lavar o dinheiro do tráfico”

“Ângelo foi expulso da Polícia Militar por roubo, em 1997. No ano passado, ele se tornou sócio de uma empresa que gerencia a carreira de jogadores de futebol. Ele também controlava um time amador na zona leste de São Paulo. O trio comprava a droga do boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, conhecido como Federi. Investigado no Brasil desde 2009, Federi permanece foragido”

(Trecho de matéria da BAND quando da prisão de Ângelo Canuto, o ‘padrinho’)


Logo após a partida em que assinalou um dos gols do empate entre Corinthians e Palmeiras, o jovem atacante Rodrigo Varanda se viu obrigado a posar para foto com o pessoal da ‘Elenko Sports’, do qual é agenciado.

Agachado, o atleta está cercado por Fernando Garcia e também por Ângelo Canuto, vulgo ‘Padrinho’, condenado e preso, recentemente, por tráfico internacional ao tentar embarcar meia tonelada de cocaína através de conteiner no Porto de Santos.

Garcia, na legenda da foto, diz:

“(…) tenho uma equipe de trabalho TOP”

É esse tipo de gente que, há tempos, frequenta o banheiro, de portas abertas, na sala da presidência do Corinthians, servindo de condutores, a custa de muito dinheiro, da vida das jovens promessas alvinegras.


CONFIRA ABAIXO MATÉRIA QUE REVELA O NÍVEL DE PERICULOSIDADE DE ‘PADRINHO’, SÓCIO DE FERNANDO GARCIA NA ‘ELENKO”

PF aponta ligação do PCC com os cartéis do México

O PCC mandou cocaína para traficantes no México em teste; relação foi descoberta em ação contra quadrilha que usava Porto de Santos para tráfico

15/04/2014 13h00

Uma investigação da Polícia Federal apontou ligações entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e cartéis das drogas que estão entre os mais violentos do mundo. Ao testar uma nova rota, a organização criminosa brasileira mandou cocaína para traficantes no México. A relação foi descoberta durante uma operação contra uma quadrilha que usava o Porto de Santos para enviar drogas ao exterior.

Um cão farejador foi levado até os contêineres que carregavam algodão para exportação à Europa e confirmou a informação da polícia de que havia 55 quilos de cocaína dentro das malas. A cena se repetiu nos contêineres com café que iam para a Itália, onde havia mais 180 quilos da droga.

Flagrantes como estes se tornaram rotina no Porto de Santos, o maior da América Latina. Em um ano, pelo menos cinco toneladas de cocaína foram apreendidas em três grandes operações da Polícia Federal.

O jornal da “Band” teve acesso aos detalhes da operação que mais apreendeu droga , a Oversea. Os agentes federais descobriram o início de uma relação comercial entre uma quadrilha brasileira e uma mexicana. Um carregamento com 22 tabletes de cocaína, que partiu do Brasil, tinha como destino o porto de Vera Cruz, no México, onde estão dois dos grupos criminosos mais violentos do mundo. Era um teste, uma remessa para verificar se o esquema realmente funcionava.

Veracruz, no Golfo do México, é palco de um violento confronto entre os cartéis do Golfo e Los Zetas pelo controle do tráfico de drogas em várias cidades do norte e do leste do país.

A maior parte da cocaína exportada pelo Brasil vem da Bolívia e da Colômbia. Depois, segue principalmente para a África e Europa. Segundo a investigação, eles subornavam empregados terceirizados de armazéns para despacho de exportação, que colocavam a cocaína em malas no meio das cargas, usavam lacre falso e faziam fotos dos contêineres para facilitar a retirada pelos comparsas no outro continente.

Os funcionários recebiam da organização criminosa US$ 1500, cerca de R$ 3.300 por quilo da droga embarcada. No início, a quadrilha fazia remessas de 200 quilos de cocaína. Depois, por causa das apreensões da polícia, passou a mandar em média 50 quilos por viagem para minimizar o risco de perda.

Por um ano, seis agentes trabalharam na investigação e identificaram três células criminosas atuando no Brasil – todas com ligação com a facção criminosa PCC.

Ângelo foi expulso da Polícia Militar por roubo, em 1997. No ano passado, ele se tornou sócio de uma empresa que gerencia a carreira de jogadores de futebol. Ele também controlava um time amador na zona leste de São Paulo. O trio comprava a droga do boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, conhecido como Federi. Investigado no Brasil desde 2009, Federi permanece foragido.

O segundo grupo tinha como base a cidade de Santos e era liderado por André Oliveira Macedo, o André do Rap. Era ele que cooptava os funcionários dos armazéns de despacho para esconder a droga nos contêineres. André também está foragido.

A terceira e última célula era chefiada por Suaélio Martins Leda. Dono de um sítio avaliado em R$ 20 milhões no interior de São Paulo, ele fazia negócios com traficantes colombianos.

Como a investigação passou a se intensificar no Porto de Santos, as quadrilhas decidiram usar outros canais de envio de drogas: a polícia apurou que, desde novembro, pelo menos 200 quilos de cocaína já saíram pelo Porto de Salvador.

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