Pelé, Messi, Maradona, Zico e as dúvidas

Desde que Pelé surgiu para o futebol até o encerramento de sua carreira nunca houve dúvidas sobre quem seria o melhor jogador do mundo em atividade, ainda que, eventualmente, outro nome se destacasse mais durante algum período.
É o caso de Messi.
Ninguém se compara a ele há décadas, mas, vez por outra, Cristiano Ronaldo sobressaia-se em algum ano, assim como, recentemente, Lewandowski, Modric, etc.
Maradona foi gigante, mas somente após 1986 consolidou-se como melhor em sua era.
De 1978 a 1985, existia a dúvida entre o ídolo argentino e o brasileiro Zico.
Na Copa de 82, Zico levava vantagem, mas a Seleção Brasileira tropeçou na Itália e saiu do Mundial na mesma fase de Diego, embora tenha ganhado dele no confronto direto.
O tira-teima se deu em 1986, mas o Galinho, machucado, chegou em desvantagem e Maradona, numa atuação monumental, se consagrou.
Daí por diante, Zico, em meio a contusões, nunca mais foi o mesmo, enquanto o argentino, mesmo com dificuldades e vícios extra-campo, fez do pequeno Napoli campeão italiano e levou a Argentina, de jogadores apenas medianos, ao vice de 90, tendo jogado ainda em grande nível na Copa de 94, até ser flagrado pelo antidoping.
Apenas para título de registro, e contexto, em 82, no Brasil, discutia-se entre Zico e Sócrates quem seria o melhor entre eles.
Na Espanha, o Doutor, alheio à disputa entre o Galinho e Maradona, jogou mais do que os dois; o que não quer dizer que era, apesar de espetacular, melhor jogador.
Messi sempre foi superior, tecnicamente, a Maradona e Zico, mas precisou vencer uma Copa do Mundo, e ser vice noutra, para ultrapassar o compatriota em idolatria.
Nenhum deles, porém, maior do que Pelé, a quem todos os craques, do passado, presente e futuro, buscarão se comparar.
Três Copas do Mundo, dois mundiais de clubes e 1283 gols em 1363 partidas.
Se nos demais casos sempre houve dúvidas, no de Pelé a certeza é predominante.
Maradona assinalou 346 em 679 jogos; Messi, por enquanto, 793 em 1003 partidas; Zico, 826 em 1180 participações.
E nem falamos de Garrincha, que, abaixo do Rei, foi gigante – comparável a todos os citados – sempre que esteve em condições físicas de jogar futebol.
