Quem dos quatro grandes que retornam à Série A aprendeu a lição?

Vasco da Gama, Grêmio, Bahia e Cruzeiro estão de volta à Série A do Brasileirão após o calvário gerado por gestores que se aproveitaram das combalidas finanças destes clubes.
Permanecerão em 2024?
Há razões de sobras para a pergunta.
O Vasco da Gama quase não conquistou o acesso neste ano e contou com golpe de sorte, na última rodada – expulsão de adversário aos 03 minutos -, facilitando o gol único de sua redenção.
Com equipe semelhante não irá longe em 2023.
Caberá aos novos donos de seu futebol compreenderem as necessidades e, no caminho de uma gestão responsável, montarem elenco para, gradativamente, retomar o protagonismo.
O passo maior que a perna não costuma dar certo.
A situação do Grêmio também inspira atenção.
Gerido de maneira amadora, o clube insiste em treinador que não estuda e elenco de refugos.
É quase como contar, apenas, com a sorte e a força da tradição.
Muito pouco para manter a estabilidade.
O Bahia dependerá de conquistar parceiro relevante para a SAF, daqueles que não queriam apenas utilizar o clube como entreposto de mercadorias.
Não será fácil.
Em conseguindo, sua imensa torcida, espalhada país afora, ajudará.
Enquanto isso, o Cruzeiro, que caiu para a Série B assaltado por cartolas unidos a empresários, retorna em estrutura que precisa gerar dinheiro a seus investidores.
É preocupante a associação de Ronaldo ‘Fenômeno’ e Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, na gestão.
O comportamento deles, normalmente, implica em transformar o clube em balcão de negócios e endividá-lo para mediante ‘doping’ financeiro abreviar o tempo para conquistas.
Se elas vierem – e não se trata de vencer o ridículo campeonato mineiro -, haverá sobrevida.
Em não ocorrendo, o caos financeiro estará instaurado com a necessidade de ampla movimentação do mercado de jogadores para estancar a sangria.
Seguramente, não é o melhor caminho.
Nesse contexto, o Cruzeiro poderá até enganar, esportivamente, por algum tempo, mas a prioridade de acolher interesses dos investidores, se demasiada, poderá terminar como negócios recentes de Ronaldo, que, midiaticamente, surgiram com grande alarde, mas sumiram de mapa, tempos depois, sem que a imprensa se desse conta das falências.
