O fundo do poço de Romário

Quando encerrou a carreira como jogador, Romário era unanimidade entre os torcedores, a grande maioria oriunda das classes desfavorecidas da sociedade.
Ao entrar para a política, exerceu com maestria o cargo de deputado federal, com destaque à participação em CPI que desvendou imoralidades da CBF.
Daí para o Senado foi um pulo.
Seria uma biografia e tanto se a história terminasse por aí.
O tempo, porém, desvendou a verdade.
Romário brigou com a CBF, embora com razão, por questões pessoais contra os dirigentes.
Endividado, com patrimônio penhorado, o ex-jogador cedeu ao sistema e passou, em traição ao povo desfavorecido, a emprestar sua imagem pessoal ao bolsonarismo.
Uma tristeza.
O senador garantiu a reeleição ajudando a manter no poder um assassino estadual e, mesmo humilhado, subirá no palanque para pedir votos ao Genocida federal, responsável pelas mortes de vários torcedores que vibraram com seus gols nos tempos em que, apesar de anti-herói, não jogava de bandido.
