A covardia de Abel Ferreira

Ontem, em entrevista coletiva, após mais uma vitória do Palmeiras num Campeonato Brasileiro em que o clube nada de braçada, em vez de felicidade, o treinador Abel Ferreira tornou a demonstrar má-educação.
Já o havia feito, minutos antes, quando conquistou nova suspensão por desrespeitar a arbitragem.
Questionado sobre o excesso de expulsões de sua equipe, mas, ao mesmo tempo, elogiado pelo desempenho com jogador a menos, Abel respondeu:
“É por isso que sou treinador e vocês são jornalistas. Se fosse técnico estariam aqui no meu lugar. Então façam o curso da CBF para ser técnico”
Estupidez reveladora.
Abel percebeu que no Brasil os setoristas são os profissionais menos protegidos, e remunerados, das redações, vítimas de ameaças da cartolagem, e, por vezes, de cooptação.
Quem se ‘alinha’ é tratado com algum respeito.
Os que arriscam manter-se independentes, são, por gente do nível de Abel, humilhados.
E sequer podem reclamar.
Se o fizerem são boicotados pelos clubes até que seus empregadores decidam pela troca de posto ou, na ausência de novo local, demissão.
Este é o efeito que pode ser gerado pela péssima educação do treinador do Palmeiras, que não é limitado a esculachar jornalistas, mas também árbitros, que, no ambiente da profissão, sofrem represarias assemelhadas às descritas nesta postagem.
