Waack, anistia a Bolsonaro e o ‘ponto de vista’ do golpe

Anos de janela prepararam o estômago deste jornalista para o convívio indigesto com deploráveis de todos os setores da sociedade, necessário para que a população seja informada do que ocorre nos submundos da política, esporte, imprensa, etc.

Ainda assim, por vezes, somos apanhados de surpresa.

Era esperado que William Waack, na entrevista que realizou com Lula na CNN, utilizasse a habilidade, conquistada após anos de janela, para disfarçar de jornalismo as distorções que promove, frequentemente, nos diversos espaços que possui.

Seria lícito questionar o candidato, como o fez, sobre a possibilidade de anistiar os crimes cometidos por Bolsonaro durante o exercício de seu deplorável mandato.

Lula, como convidado, que se virasse para responder.

Porém, ao contextualizar a pergunta como se a anistia fosse o caminho para pacificação do país, Waack agiu como advogado do genocida, desconhecedor improvável de que seu ‘protegido’ trata-se de um canalha irrecuperável.

Lula recebeu uma bola murcha, oriunda de passe desqualificado; ainda assim, ‘matou no peito’ e saiu jogando, ignorando a desfaçatez.

Em meio ao ‘baile’, Waack chegou a dizer que “do ponto de vista histórico, é possível dizer (o impeachment de Dilma) foi golpe; do ponto de vista jurídico, não”.

Depois de tudo que se descobriu da quadrilha que uniu, em ilícitos, um juiz (a quem Lula, na entrevista, tratou, corretamente, como ‘pilantra’) e seus capachos da ‘lava-jato’, no submundo de um Congresso chefiado por Eduardo Cunha ou do comportamento fiscal de presidentes anteriores à petista e, principalmente, do posterior com seus orçamentos secretos, não se trata, obviamente, de comentário inocente.

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