Ex-vereador passa vergonha ao pedir liminar para afastar árbitro dos jogos do Palmeiras

Ex-vereador de São Paulo, Laércio Benko, sabe-se lá por quais motivações, parece ter acordado num dia ruim e decidido, por conta disso, passar um pouco de vergonha.

Talvez seja esta a motivação para a ação que protocolou no TJ-SP solicitando liminar para impedir que o árbitro Leandro Vuaden apite jogos do Palmeiras.

É pouco provável, advogado que é, que não soubesse da impossibilidade de êxito.

O pedido, mais ridículo do que descabido, por óbvio, foi rejeitado.

A sentença é autoexplicativa:

“Postula o autor a concessão de tutela de urgência “… para que seja declarada a suspensão do árbitro Leandro Pedro Vuaden de presidir jogos em que esteja envolvida a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS” – fls. 23.”

“Indefiro a liminar por não evidenciar a plausibilidade do alegado (art. 300 do CPC).”

“Com efeito, dispõe o art. 32 da Lei 10.671/2003 que “É direito do torcedor que os árbitros de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados, ou audiência pública transmitida ao vivo pela rede mundial de computadores, sob pena de nulidade”.”

“Portanto, não se evidencia a existência de direito subjetivo do autor torcedor em interferir na escolha do árbitro sorteado para a partida, tratando-se de típico interesse coletivo.”

“Ademais, cabe às entidades de administração do desporto apurar eventual conduta inadequada do árbitro e aplicar as punições disciplinares que julgarem devidas.”

Benko é autor da Lei que estabeleceu o ‘Dia do Palmeiras’ na cidade de São Paulo, o que, por si, demonstra seu nível de atuação na política.

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