MP-SP trabalha por holofote ao pedir fechamento das categorias de base do Santos

O MP-SP ingressou com ação contra o Santos exigindo o fechamento imediato das categorias de base do clube.
A alegação é de que crianças menores de 14 anos estariam ‘trabalhando’ sem remuneração.
Há ainda a exigência de R$ 100 mil, diários, em caso de descumprimento.
Trata-se de evidente busca de holofotes dos promotores.
É de conhecimento público que a legislação impossibilita jovens atletas de assinarem contratos profissionais antes de completados 16 anos.
Não quer dizer que, em casos pontuais, os jogadores mais promissores não recebam vantagens, digamos, ‘extra-campo’.
Os demais, trabalham por ajuda de custo.
Nesse interim, o MP deveria levar em consideração que, além de objetivarem uma posição profissional futura, os jogadores da base estão, em idade adolescente, incentivados à prática do esporte, o que, por si, já seria suficiente para acolher os investimentos do clube.
Mais produtivo seria que os promotores direcionassem a ‘indignação’ à presença de agentes de jogadores nesse meio, ou, como no caso do Corinthians, até de contraventores.
