Corinthians: o ‘delator’, os irresponsáveis e os acumpliciados domesticados

Com o juridiquês tropeçando no português, Herói Vicente, ex-diretor jurídico do Corinthians, além de se colocar na prateleira das opções presidenciais, ‘delatou’ – no sentido político da palavra – em entrevista ao ‘Alambrado Corinthiano’.
Resta saber se conscientemente ou por lapso de inteligência.
Herói disse ter alertado ao presidente Duílio ‘do Bingo’ que haveria a possibilidade de calote no contrato com a TAUNSA, e que o mandatário ‘assumiu o risco’.
O cartola revelou também que Wesley Melo, diretor financeiro, garantiu-lhe que havia base confiável – a empresa teria garantias de pagamento – para o negócio.
Segundo o que se pode filtrar desta ‘delação’, dois irresponsáveis – porque eram públicos e notórios os problemas da TAUNSA – estão colocados.
Faltou apenas o ex-dirigente inserir-se entre eles.
Por que Herói não avisou ao Conselho Deliberativo o que relatou ao Presidente?
Soubemos que membros de sua chapa também tiveram acesso prévio à temeridade e que estes, apesar de conselheiros, omitiram-se.
O silêncio gerou milhões em prejuízos ao clube.
Teria ocorrido, o aparente acumpliciamento, por medo, submissão ou porque as benesses do poder, como ingressos, festividades e demais ofertas estariam satisfatórias?
São dúvidas que associadas a algumas certezas revelam o triste quadro administrativo do Corinthians.
